quarta-feira, 3 de abril de 2019

5º período de Letras UFF/CEDERJ

Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpress. Segue o baile!

Postarei abaixo as matérias que cursei no semestre passado juntamente com as ementas para que vocês tenham mais noção do que foi discutido em cada matéria. Farei assim daqui por diante: postarei o semestre depois de concluído para que eu possa falar com propriedade sobre o que vivenciei. Uma observação importante a se fazer é a de que eu não estou seguindo a grade, portanto cursei matérias do sexto período também.


ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
Carga horária: 60 horas
Estágio de observação. O funcionamento da escola. Atividade docente, desde o planejamento
até a avaliação. A observação como atividade crítica, capaz de revelar tanto situações
problemáticas na prática pedagógica quanto as soluções encontradas. A observação sem
instrumento específico; a elaboração de ficha de observação e a utilização de ficha de
avaliação. O cotidiano da escola como elemento deflagrador de uma prática pedagógica
libertadora.


Basicamente fazemos uma pesquisa de campo sobre a escola na qual iremos estagiar. É interessante ficar numa única escola do primeiro ao quarto estágio, pois isso ajuda no relatório final. Nesta disciplina temos quatro provas, sendo todas a distância. 

Dica: Tentem resolver a parte burocrática nas primeiras duas semanas de aula para não se enrolarem. Ou seja: corram com a documentação, vão logo no METRO (SEEDUC da tua cidade) pegar os documentos de apresentação e escolham logo a escola parceira, de preferência uma Estadual porque as municipais fazem exigências extras que só atrapalham a nossa vida.  


FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO I (6º PERÍODO)
Carga horária: 60h.
Conhecimento: produção, formas e estratégias de avaliação; saber e poder. Homem: visões
histórica, filosófica, sócio-antropológica e psicológica. Educação e Sociedade: concepções e
conflitos. Estado e Educação: ideologia, cidadania e globalização.

Matéria enjoada, mas curtinha. Leiam os textos, façam alguns resumos sobre eles e escrevam bastante na prova. 



LITERATURA BRASILEIRA IV – ESCRITAS DA SUBJETIVIDADE (5º PERÍODO)
Carga horária: 60 h.
-FIGURAÇÕES DO SUJEITO NA CENA DO ARCADISMO E DO ROMANTISMO.
- A QUESTÃO DA AUTORIA E AS CONFIGURAÇÕES DO NARRADOR NO ROMANCE DO SÉCULO XIX.
- A CONSTRUÇÃO DO SUJEITO LÍRICO NA POESIA DO SÉCULO XX.
- AS ESTRATÉGIAS DE AUTO-REPRESENTAÇÃO DO AUTOR NO ROMANCE MODERNO E
CONTEMPORÂNEO.

A matéria parece uma revisão de tudo o que foi visto anteriormente, mas focando na subjetividade. Eu gostei muito, mas muita gente acha que é muito "viagem" e não suporta. 



LUGAR, AMBIENTE, ARTES (optativa)
Carga horária: 60 h.
Educação Ambiental. Por quê? A construção do pensamento ambiental na longa duração I. Da Antiguidade a Revolução Dual.A construção do pensamento ambiental na longa duração II. As políticas ambientais no século XIX ao XXI.Os debatedores da crise ambiental: atores privados, individuais e a ONU. As conferencias mundiais: discussão sobre a sustentabilidade e as ameaças globais.Apresentar as definições de meio ambiente, ecologia, bioma, ecossistema e introduzir a questão dos problemas ambientais globais, o dano a camada de ozônio, a poluição das águas e a reciclagem de resíduos.História ambiental brasileira I: Do achado em 1500 ao processo da Independência, em 1822.História ambiental brasileira II: Da Independência em 1822 até os nosso dias
As relações da Modernidade com o meio ambiente e seus reflexos na produção literária do Século XVI até a expansão da revolução industrial e o século XX alterando a percepção humana da realidade e revolucionando os paradigmas da literatura. Debateremos as relações da Modernidade no Século XIX e as cidades, o surgimento das nações e do conceito de paisagem. A disseminação do imperialismo industrial no mundo, empregou o idioma como instrumento de dominação e alterou os biomas. Quando ocorreu a descolonização, resultou uma diglossia que produziu rompimentos mas, também, novos olhares sobre o ambiente e seus biomas e numa rica literatura pós-colonial.
Analisar as relações entre o ambiente, a literatura e a cidade brasileira com foco no Rio de Janeiro, desde o Século XVI até 1930, considerando-a como um instrumento humano artificial, em constante atrito com o ambiente. Ela serviu, desde o século XIX, de temática para nossos escritores que elaboram mapas mentais representando a cidade.A cidade brasileira de 1930 até 2018, debatendo as novas temáticas e o reflexo dos avanços da modernidade e das novas estéticas cujo foco é o urbano.
Demonstrar como a cidade e sua periferia, a cidade e a roça, são lugares cujo papel é essencial nas representações literárias como oposição entre modernidade urbana e atraso rural e abrigo do imaginário e de novas sensibilidades.Demonstrar que o alimento é um artefato produzido pela humanidade sendo tema recorrente na literatura. representando a mediação entre cultura e o ambiente realizado num local denominado mesa. Apresentar a arquitetura e os objetos que o homem faz e utiliza como uma negociação espacial e simbólica com o ambiente, representada na literatura.

Parece bonita e interessante, não é mesmo? mas não é! Sério, corram dessa matéria. A apostila é lotada de erros gramaticais, as provas são estranhas, aliás, a matéria é toda estranha. Seria a maior perda de tempo se não fosse para cumprir tabela. 


PORTUGUÊS VI – GÊNEROS DICURSIVOS E PRÁTICAS TEXTUAIS (6º PERÍODO)
Carga horária: 60 h.
De Bakhtin a Marcuschi: a noção de gênero discursivo. Os gêneros emergentes na sociedade
informatizada e globalizada. O sincretismo sígnico. Intertextualidade e interpelação: aspectos
dialógicos, polifônicos e interacionais da constituição textual. Os gêneros e os modos de
organização do discurso. Da transparência informativa à opacidade literária. Variação
linguística, adequação e estilo. O hipertexto e a net (páginas pessoais, chats). A propaganda.
Os cartuns. As canções da MPB. As várias faces do gênero epistolar (carta pessoal e
empresarial). Relatórios e relatos (notícia, crônica, conto). O texto de opinião (carta do leitor,
blog).

Atenção aqui porque eles não respondem na sala de tutoria, mas a matéria é muito fácil e as provas tranquilíssimas. 



PRÁTICA DE ENSINO II (5º PERÍODO)
Carga horária: 60 h.
Tecendo a rede de trabalho: conhecendo e preparando os alunos: O exercício do “olhar”:
dinâmica de sensibilização. A trajetória escolar dos alunos: projetos individuais/profissionais. A
relação teoria-prática: desafios da disciplina e da formação docente. O Estágio Curricular nas
escolas do Ensino Fundamental e Médio: Orientações e Normas para o Estágio. O trabalho
proposto: um estudo tipo etnográfico. As técnicas de entrevista e a observação participante. O
debate orientado pela teoria/vivência prática dos alunos nas escolas de estágios. O cotidiano
das escolas do ensino fundamental e médio: contradições e dimensões:
institucional/organizacional; instrucional/pedagógica, epistemológica/histórica/filosófica,
comunitária. O professor reflexivo: competências e desempenho docente; o processo de
reflexão na ação; estratégia de aprendizagem: pesquisas sobre o saber-fazer docente. O
Projeto Político-Pedagógico: pressupostos e a participação individual e coletiva dos
professores na decisão da escola. A educação continuada de professores: formas e cenários.


Matéria chatíssima com trabalhos inúteis. Achei uma baboseira sem tamanho que só serve para criar falsas expectativas quanto à prática docente, que a gente sabe que não pode ser idealizada pois tudo o que planejamos sai completamente diferente na prática. Está na hora de a Uerj (universidade responsável pela disciplina) rever sua metodologia. 



E essa foi a minha vida acadêmica no segundo semestre do ano de 2018. Para acessar os materiais didáticos, clique aqui: MATERIAL DIDÁTICO DO 5º PERÍODO

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

4º semestre de Letras UFF/CEDERJ

Estou no meu quarto semestre da faculdade! Não posso chamar de 4º período porque eu estou "puxando" muitas matérias aleatórias e minha grade está uma verdadeira bagunça. Só para vocês terem uma ideia, neste semestre estou cursando matérias do 3º, 4º, 5º, 6º e 7º! É verdade que estou bastante adiantada, a única matéria que considero atrasada, porque é do 3º período, é literatura brasileira II, pois dei preferência por terminar literatura portuguesa, que é a minha ambição de estudos futuros (mestrado e doutorado) e quis adiantar para tentar o PIBIC neste ano.

Como faço em todos os semestres, colocarei aqui as ementas das disciplinas que cursarei neste primeiro semestre de 2018.

Literatura Brasileira II – Literatura E Sociedade Na Cultura Brasileira
(3º período)
carga horária: 60 h.
literatura, criticismo e engajamento: a sátira de Gregório de Matos, o pragmatismo iluminista do século XVIII e a poesia social do romantismo a tradição do romance brasileiro no século XIX. modernidade e compromisso social: o romance de 1930 e depois os novos realismos na ficção contemporânea: a literatura urbana brasileira a partir dos anos 70.

Latim Genérico – Noções Básicas De Língua Latina (4º Período)
carga horária: 60.h
visão geral da história externa do latim. estruturação morfossintática do latim clássico: substantivos das cinco declinações. adjetivos. pronomes. verbo: voz, número e pessoa. tempos do infectum no indicativo. tempos do perfectum no indicativo. estruturas sintáticas simples. sentenças selecionadas de autores latinos.

Prática De Ensino I – Didática (4º Período)
carga horária: 60 h.
educação, pedagogia e didática. didática e tendências pedagógicas. formação, memória e
experiência a serviço da construção da identidade do professor. o cotidiano escolar e os
desafios da prática docente. novas exigências do trabalho escolar. organização, implementação e acompanhamento do processo ensino-aprendizagem.

Português V – Fonética E Fonologia (5º Período)
carga horária: 60 h.
fonética e fonologia sincrônica; conceitos teóricos básicos; o sistema fonológico da língua
portuguesa; fonética sintática; fonoestilística.

Fundamentos Da Educação I (6º Período)
carga horária: 60h.
conhecimento: produção, formas e estratégias de avaliação; saber e poder. homem: visões histórica, filosófica, sócio-antropológica e psicológica. educação e sociedade: concepções e conflitos. estado e educação: ideologia, cidadania e globalização

Língua Instrumental I – Espanhol (7º Período)
carga horária: 60 h/a.
leitura de textos pertencentes a gêneros discursivos do âmbito acadêmico da área de humanidades (artigos acadêmicos, de divulgação científica, trechos de livros). identificação de marcas linguísticas características desses textos, tais como: marcadores discursivos recorrentes, elementos de coesão, marcas temporais e modais. trabalho com tipos textuais: expositivos e argumentativos.

Disciplina Optativa: Lugar, Ambiente, Artes.

carga horária: 60 h/a

Essa vocês descobrirão junto comigo porque não encontrei a ementa. Mas pelo que já olhei na plataforma CEDERJ e li no material disponível, é uma disciplina que ensina como olhar para as artes de forma integrada com o tempo e espaço em que são criadas. Pareceu-me bastante interessante, e de cara já tenho indicação de três livros para ler para esta matéria: Os Maias e As cidades e as serras, do Eça de Queirós e Razão e Sensibilidade, da Jane Austen. Vou amar, sim ou com certeza?

Como podem perceber, tenho poucas disciplinas de literatura, o que é bom pois semestre passado eu não consegui ler quase nada do que foi indicado porque o conteúdo das disciplinas era enorme e com muitas leituras. Neste semestre quero cumprir direitinho a bibliografia, mesmo sabendo que é quase impossível, pelo menos quero chegar perto disso.

Ah, uma coisa que quero explicar é sobre a disciplina de espanhol. Eu não terei habilitação em nenhuma língua, minha habilitação é em língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa. A língua instrumental é apenas isso mesmo: um instrumento para leitura. Escolhi o espanhol porque não gosto de estudar inglês e tenho mais interesse em aprender a língua dominante em nosso continente.

Estarei no instagram mostrando minha rotina de estudos diariamente no stories e postando regularmente no feed os textos e livros lidos.

E vocês? quais são os planos para este ano de 2018? Contem-me tudo!

Link para acesso ao MATERIAL DIDÁTICO DO 4º PERÍODO

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O Sorriso da Hiena, Gustavo Ávila.


  • Capa comum: 266 páginas

  • Editora: Verus (5 de junho de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8576865947

  • ISBN-13: 978-8576865940


É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem? Uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos.

Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana.
Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no desenvolvimento delas. Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos?
Em O sorriso da hiena, o leitor ficará fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade.

Fizemos um diário de leitura em live no Instagram para este livro, vocês lembram? Eu amei a experiência porque não estou acostumada com esse tipo de história e tudo me surpreendeu. Foi uma leitura eletrizante uma verdadeira viagem!

A caracterização das personagens é perfeita, traz uma humanidade e um senso de realidade tão fortes que conseguimos ter sentimentos ambíguos por quase todos os envolvidos na trama. A história é complexa e ao mesmo tempo muito fácil de assimilar porque o autor tem uma escrita fluída, clara e detalhista, sem perder a velocidade.


Não curti muito quando uma das personagens, que é policial, vai até a casa do David sozinha. Acho que um policial não cometeria esse erro aqui no mundo real, e essa foi a única passagem que me tirou da imersão da leitura. 

De resto amei cada detalhe! A história é genial, o retrato das cenas cinematográficas que ainda estão claras e muitos vivas na minha memória, mesmo após quase três meses da leitura, me fizeram eleger este como um dos livros favoritos de 2017.

Dez contos escolhidos, Eça de Queirós.

Detalhes do produto




  • Capa comum: 256 páginas

  • Editora: José Olympio (15 de maio de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8503013142

  • ISBN-13: 978-8503013147




Antologia reúne contos consagrados e algumas narrativas menos conhecidas no Brasil
Esta bela seleção de contos do grande Eça de Queirós compõe um panorama dos temas característicos da obra do grande autor português. Seja pela crítica direta aos costumes de sua época ou pela alegoria de situações que mudam com a sociedade, Eça escreveu sobre o comportamento humano, do qual era arguto observador. Sempre em linguagem leve e direta, usando das sutilezas como tempero; o principal eram os personagens e suas histórias. Um talento que o projetou como o mestre do romance português moderno e que também pode ser conferido por meio dos seus contos.



Esse livro contém dez contos de Eça de Queirós e é uma maneira deliciosa de conhecer um pouco da cultura de Portugal e, também, de degustar um pouquinho da obra desse grande escritor.


Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Eça exerceu o jornalismo, a advocacia e função administrativa nas cidades de Évora, Leiria e Lisboa. Depois de aprovado para a carreira diplomática, foi nomeado para servir em Havana, Bristol e Paris. Ao longo desse tempo de trabalho profissional para prover o sustento da família, ele produziu a sua obra literária, iniciada no tempo de estudante.


Amava profundamente a sua pátria e, por isso mesmo, não deixava de criticá-la lançando sua ironia sobre vários aspectos da sociedade portuguesa na tentativa de reformá-la, o que podemos observar em todas as fases de sua carreira de escritor que, ora criticava ferrenhamente a pátria, ora se reconciliava com ela.


A família é um tema muito recorrente em Eça de Queirós, o que se explica se observarmos que no século XIX a ideia de progresso tinha a família como a base de sustentação da sociedade capitalista burguesa que almejava o desenvolvimento demográfico. Assim, podemos observar na obra do autor que a sociedade da época delimitava os papéis do homem e da mulher na sociedade: a ele caberia o espaço público do trabalho e da produção de riqueza; a ela, o espaço privado do lar e a missão sagrada de educar as crianças para a construção da pátria.


Suas histórias são apegadas ao território nacional, sempre ambientadas em cidades e no meio rural, para enaltecer ou para lamentar a pátria, e nesses contos reunidos encontramos aquilo que marca profundamente o trabalho do autor: um forte comprometimento com a identidade cultural de Portugal que, naquela época, vivia a passagem de reino a república, que somente foi proclamada em 1910.

A casa das sete mulheres, Leticia Wierzchowski


  • Capa comum: 462 páginas

  • Editora: Bertrand (29 de maio de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8528622045

  • ISBN-13: 978-8528622041

  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 3,2 cm

  • Peso de envio: 581 g



Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) — uma luta dos latifundiários rio-grandenses contra o Império brasileiro —, o líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito, com o propósito de protegê-las. A guerra que se esperava curta começou a se prolongar. E a vida daquelas sete mulheres confinadas na solidão do pampa começou a se transformar. O que não está nos livros de história sobre a mais longa guerra civil do continente está neste livro de Leticia Wierzchowski, um exercício totalizador sobre a violência da guerra e sua influência maléfica sobre o destino de homens e de mulheres.



Bento Gonçalves é um revolucionário que luta por direitos e liberdade. Ao deixar sua casa para liderar a Guerra dos Farrapos, decide enviar sua mulher, seus filhos, sua irmã e suas sobrinhas para a casa de sua outra irmã, onde estarão longe dos conflitos e protegidos do perigo. Contudo, a guerra se estende e a família tem muitas perdas, e aquelas mulheres sofrem de uma enorme solidão que atinge cada uma de maneira peculiar.


Ninguém sai imune, todas sofrem as consequências da revolução, mesmo que distantes: uma enlouquece, outra é abandonada, uma sofre a perda dos filhos, outra se entrega a um amor proibido. Temos várias histórias narradas sob dois pontos de vista: um narrador onisciente e uma das personagens que escreve todas as suas dores em um diário.


Assim vamos descortinando a história e vivenciando todas as dores e sofrimentos dessas sete mulheres incríveis que, decerto, traduzem e dão uma amostra ao leitor das consequências da Guerra nas famílias envolvidas.


Um romance que tem como pano de fundo a Guerra Farroupilha e apresenta personagens históricos como Bento Gonçalves e o casal Anita e Giuseppe Garibaldi. Assim a história é desenvolvida, e o leitor fica em dúvida sobre o que de fato aconteceu e o que é imaginação da autora. A trama é tão bem construída e detalhada que nos confunde sobre a realidade e a ficção, e nos traz uma curiosidade crescente sobre os fatos históricos que marcaram essa parte da nossa História.


Eu gostei muito da leitura fluida, detalhista e muito envolvente da autora. Logo darei início aos outros dois volumes que trazem a continuação da saga e postarei a resenha aqui para vocês: Um farol no Pampa e Travessia.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Cenas Londrinas, Virgínia Woolf.


  • Capa comum: 96 páginas

  • Editora: José Olympio (8 de maio de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8503013126

  • ISBN-13: 978-8503013123

  • Dimensões do produto: 21 x 14 x 0,5 cm

  • Peso do produto: 141 g



Um retrato da década de 1930 em Londres — e uma aula sobre como explorar a consciência da modernidade.
Cenas londrinas compila seis crônicas nas quais Virginia Woolf confirma sua paixão por sua cidade natal. Virginia faz um retrato da década de 1930 ao observar o encanto da moderna Londres. Ao se deslocar para a perspectiva tanto de grandes homens quanto de cidadãos comuns, a autora oferece uma visão original, clara e atraente do movimento orgânico das ruas.
Inicialmente publicado com cinco narrativas – produzidas entre 1931 e 1932 –, a este volume se soma a crônica descoberta na biblioteca da Universidade de Sussex, em 2005. É como se Virginia estivesse conduzindo o leitor por um passeio, começa nas docas de Londres, depois migra para o tumultuado comércio ambulante da Oxford Street, prossegue com um curioso giro por endereços de grandes homens – em busca de escritores ilustres. Há a contemplação das catedrais de St. Paul e de Westminster, e a visita à casa de Keats, em Hampstead. Por fim, o olhar se fixa na figura típica da mulher de classe média inglesa, para Ivo Barroso, “a visão de um microcosmo representativo de toda uma nacionalidade”.


 

DSC_3624

Nesta coletânea de crônicas da escritora inglesa Virgínia Woolf temos  seis crônicas escritas entre os anos de 1931 e 1932, sendo que a última só foi descoberta posteriormente e  acrescentada em 2005.


Nestas crônicas fazemos um verdadeiro passeio guiado por Londres, no qual a escritora nos fala sobre o comércio, sobre a arquitetura, as paisagens, dos artistas e suas artes, da política, da religião, da vida cotidiana dos moradores daquela cidade de modo geral.

Seja passeando pelo porto, pelas casas dos "ricos", ou por igrejas, Virgínia pontua sobre o presente com um toque de nostalgia, apontando a vida moderna como reflexo da evolução da cidade.

Apesar de ser um livro curtinho, ele nos traz um panorama completo sobre a vida em Londres, não apenas do ponto de vista do observador, mas dos nativos daquela cidade, pois com sua narrativa ela deixa transbordar a essência londrina que carrega em suas veias.

Um leitura rápida, prazerosa e muito rica, que com certeza nos levará a conhecer um pouco da cultura londrina com o plus de desfrutar de uma excelente escrita.

PREÇO ACESSÍVEL 5/5



A HISTÓRIA PRENDE O LEITOR 4/5



CULTURA DE MUNDO PROPORCIONADA 5/5



A LINGUAGEM É DE FÁCIL ENTENDIMENTO 5/5


 

 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O diário do diabo, Robert K. Wittman e David Kinney.


  • Capa comum: 462 páginas

  • Editora: Record (10 de março de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8501087203

  • ISBN-13: 978-8501087201

  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 3 cm

  • Peso do produto: 540 g



Alfred Rosenberg foi uma figura importante no círculo íntimo de Adolf Hitler: sua obra sobre a filosofia racista se tornou um best-seller nacional e um dos pilares da ideologia nazista. Declarado culpado e executado durante os julgamentos de Nuremberg, Rosenberg mantinha um diário, peça-chave para desvendar a mente por trás de tantos crimes, que desapareceu de forma misteriosa e percorreu o mundo até ser encontrado, depois de uma busca de dez anos, pelo agente do FBI Robert K. Wittman.
Com base nos registros de Rosenberg sobre sua participação no confisco de obras de arte e na brutal ocupação da União Soviética, suas conversas com Hitler, sua eterna rivalidade com Göring, Goebbels e Himmler, O diário do diabo revela as engrenagens do regime nazista – e a mente do homem cuja visão extremista deu origem à “Solução Final”.



DSC_3617

 

O diário do diabo é um livro que traz trechos do diário escrito durante muitos anos por Alfred Rosemberg, que foi um dos mais importantes ideologistas do nazismo e também cofundador do partido nazista. Esse foi encontrado no final da segunda guerra mundial  mas se perdeu em 1949, ficando sumido durante algumas décadas, até que Robert Wittman conseguiu encontrá-lo, com sua experiência em recuperação de artefatos históricos, bem como consultor do FBI, e, assim, teve uma pista do diário em 2001, levando-o ao documento uma década depois.


DSC_3615

Alfred Rosemberg foi o principal consultor de Hitler e quem fomentou o antissemitismo com ideias sobre a tal "conspiração judaica mundial por trás da Revolução Russa", o que, inclusive, culminou na invasão dos alemães na Rússia em 1941.


Rosemberg escreveu "O mito do século XX", um livro que vendeu mais de um milhão de cópias e foi a "bíblia" do nazismo, junto com Mein Kampf, Do Hitler, apesar da crítica especializada da época o julgar confuso e pouco objetivo porque juntava um conjunto de falsas crenças não comprovadas de antigos filósofos e teóricos, com suas próprias crenças políticas. Ou seja, Rosemberg criava e recriava teorias fundamentadas em falsas premissas para balizar suas crenças conspiratórias.


DSC_3621

 

Eu tive altas expectativas com o livro, que não foram atendidas. Acreditei que encontraria o diário na íntegra, e isso não aconteceu. O que temos é um relato minucioso sobre as buscas ao diário, o que é uma parte muito interessante do livro, com relatos esparsos e confusos sobre toda a trajetória do nazismo, num zigue-zague pouco produtivo que mais confunde do que ajuda o leitor. O diário, na verdade, é utilizado no livro como fonte para a narrativa dos fatos, para comprovação da ideologia nazista e como norteador dos acontecimentos.


Portanto, para quem busca uma leitura completa do diário de Rosemberg, essa não é uma leitura recomendada, mas para quem busca entender a ideologia nazista e como o partido foi criado, eis aqui um material interessante.


Minha avaliação pessoal do livro:


A HISTÓRIA PRENDE O LEITOR      3/5




A LINGUAGEM É DE FÁCIL ENTENDIMENTO 5/5



PREÇO ACESSÍVEL 4/5



CULTURA DE MUNDO PROPORCIONADA 5/5

5º período de Letras UFF/CEDERJ

Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpre...