segunda-feira, 21 de março de 2016

Resenha: As brumas de Avalon 3 e 4

Download-O-Gamo-Rei-As-Brumas-De-Avalon-vol-3-Marion-Zimmer-Bradley-em-ePUB-mobi-e-PDF-370x531

Bradley, Marion Zimmer. As Brumas de Avalon. In Marion Zimmer BRadley, As brumas de Avalon, O Gamo rei. vol. 03. Rio de Janeiro: Imago, 2002.


Nesse volume temos o filho de Morgana com Arthur já crescidos, mas ainda na casa da tia de Morgana, Morgause. Morgana está em Camelot, pra onde o reino foi transferido e casa com o rei Urien, mas mantém um caso com seu filho Acolon. Lancelot casa com a prima de Gwenhwyfar e tem uma filha que é entregue a Morgana para ser criada em Avalon. Nesse livro temos um acontecimento que choca a todos e que também vai desencadear a destruição do reino.


Download-O-Prisioneiro-Da-Arvore-As-Brumas-De-Avalon-vol-4-Marion-Zimmer-Bradley-em-ePUB-mobi-e-PDF-370x526

Bradley, Marion Zimmer. As Brumas de Avalon. In Marion Zimmer BRadley, As brumas de Avalon, O prisioneiro da árvore. vol. 04. Rio de Janeiro: Imago, 2002.



Neste volume o enredo toma o seu desfecho de uma forma mais arrastada. Achei a leitura um pouco cansativa e, como já escrevi outras vezes, por mim poderia juntar o terceiro e o quarto volumes e fazer uma coisa só.


Morgana está obcecada por a retomar a Avalon e destronar Arthur, e temos a traição de Kevin, sucessor de Merlin, e seu fim trágico.


Gwenhwyfar e Lancelot tem, enfim, a possibilidade de fugir juntos, mas alguns eventos culminam na desistência por eles.


Avalon fica sem a senhora do Lago por culpa de Gwydion , e o final de Arthur todos conhecem, mas não vou contar aqui para dar oportunidade aos que não leram o livro, surpreenderem-se.


Minhas impressões


Sem sombras de dúvidas o livro 03 é, para mim, o melhor livro da saga.


Para mim os livros 03 e 04 poderiam ser em um só, pois o quarto volume da saga, na minha opinião, é arrastado para o desfecho.




"Nenhuma casa é bastante grande para ser governada por duas mulheres".



As questões sobre cristianismo x paganismo permanecem fortes, e temos diversas passagens que nos revelam e nos deixam pensar sobre qual é o certo e qual é o errado.




Não obstante, houve uma época,
contara Taliesin, que cristãos e druidas rezavam juntos. - O importante é o que acontece na
alma do homem, e não se ele é cristão, pagão ou druida.



Acredito que o ponto alto do livro seja Morgana voltar a ser uma filha de Avalon, e o que se desenrola a partir disso é o que dará o desfecho grande à história.




Ainda sou uma sacerdotisa. Estranho como, de súbito, volto a ter consciência disso, depois de todos estes anos, quando até mesmo os sonhos de Avalon desapareceram.



No livro quatro temos mais magia, mais acontecimentos fantásticos e algumas mortes. Morgana está mais velha, mas mais forte e domina novamente a velha arte da magia.




Ficaram os dois ali, sozinhos sob a oliveira, ouvindo apenas o estrondo do trovão
que vinha do alto de um céu ao mesmo tempo escuro e límpido, onde as bordas do sol
incandesciam como metal em brasa, por detrás do disco escuro do eclipse lunar.



Talvez a passagem mais bonita seja a fuga de Lancelote e Gwenhwyfar, e também a maior frustração da história, porque temos aqui uma Gwenhwyfar mais madura, mais humana, então eu esperava mais da personagem, esperava uma verdadeira evolução, principalmente por causa dessa passagem:




Agarrando-se as costas de Lancelote, com o vestido puxado acima dos joelhos e as pernas nuas penduradas, Gwenhwyfar fechou os olhos enquanto cavalgavam com dificuldade pela noite. Não tinha a mínima ideia de para onde estavam indo. Lancelote lhe parecia um estranho, um guerreiro com a face endurecida, um homem que ela jamais conhecera. Houve um tempo, pensou em que eu teria ficado horrorizada de ficar ao relento, assim a noite... Mas sentia-se excitada, bem disposta.



Então é isso, pessoal. Essa saga é uma coisa linda, muito maravilhosa e vale muito a pena ser lida., principalmente para quem gosta da história dos cavaleiros da Távola redonda e sente falta de um aprofundamento nas personagens femininas.


Se você gostou da resenha, deixa aqui um comentário para que eu continue a fazer análises assim. Se não gostou, deixa também, para que eu tenha a oportunidade de melhorar.


Beijos e até a próxima.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Projeto: 15 livros para ajudar a entender a sociedade brasileira e sua política.

Oi, gente!

Clima tenso no Brasil hoje, não? Aliás, essa semana começou tensa, com a manifestação contra o Governo ocorrida no último domingo, dia 13.03.2016. Ontem tivemos vazamento de ligações telefônicas da Presidenta e hoje Lula foi nomeado Ministro, mas logo em seguida teve sua nomeação caçada. Pode ser que quando eu termine de postar ele já esteja novamente no cargo, ou a Presidenta deixe o cargo, vai saber!


Bom, eu acredito muito naquela máxima de que devemos olhar para o passado para entendermos o presente e prepararmos o futuro. E isso, hoje, nunca fez tanto sentido. Pensando nisso, resolvi fazer um apanhado de 15 obras para entender a sociedade e a política no Brasil.


Escolhi livros de não ficção, e alguns deles já estão no meu projeto de 142 livros clássicos, então este projeto será conjugado com o outro. Quem quiser pode me acompanhar também pelo instagram pelas TAG 's #projeto142classicos e #projetopoliticabr.


Vamos à lista!


Os Bruzundangas- Lima Barreto


bruzundangas


Os bruzundangas é uma obra de Lima Barreto publicada postumamente em 1923, sobre um país fictício no qual impera a desigualdade social, o mau uso do bem público e o nepotismo, sendo uma crítica à sociedade brasileira e à  culturais da época.


Agosto - Rubem Fonseca


814725


Uma mistura de realidade e ficção que relata os dias que antecederam o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. Trata de um romance num dos períodos mais difíceis e obscuros da história do Brasil, combinando, na narrativa policial, a intriga política e o realismo social.


Incidente em Antares - Érico Veríssimo


1753524


Abientado em 1963 conta a história de uma cidade que está sofrendo com a greve geral e tem seu fornecimento de energia cortado. Sete pessoas estão mortas e não podem ser sepultadas por causa da greve dos coveiros, e, então resolvem acertar as contas com os vivos e, assim passam a perseguir e bisbilhotar a vida de seus familiares.


 Sagarana - Guimarães Rosa


sagarana-joo-guimares-rosa-566-MLB4690818339_072013-F


 Sagarana  é uma criação do autor de 1946, que juntou à palavra saga (‘narrativa histórica ou lendária’) o sufixo tupi –rana, que expressa a ideia de semelhança. São nove narrativas  ambientadas no interior de minas gerais. Até hoje esse livro causa debates porque o autor utiliza uma escrita cheia de metáforas e outras figuras de linguagem que confundem o real e o imaginário.


O triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto


816742_Detalhes


É um romance do período do Pré-Modernismo brasileiro. Por meio da vida tragicômica do major Quaresma, um nacionalista fanático, ingênuo e idealista, Lima Barreto revela as estruturas sociais e políticas do Brasil da Primeira República, enfocando os fatos históricos do governo de Floriano Peixoto.


Viva o povo brasileiro - João Ubaldo Ribeiro


viva-o-povo-brasileiro


A história se desenvolve em grande parte no século XIX, mas também viaja a 1647 e avança até 1977, na qual realidade e ficção se misturam tendo como pano de fundo momentos decisivos para a história do país, como a Revolta de Canudos e a Guerra do Paraguai.


O quinze - Raquel de Queiroz


O-Quinze


História sobre a grande seca de 1915. Ceição convence Mãe Nácia a partir. Vicente quer ficar, salvar o gado. Dona Maroca manda soltar o gado. Chico Bento vende as reses e parte com a família. Chegará à Amazônia? Não consegue as passagens e vai indo a pé. Um retirante em meio à seca. A fome e o cangaço. Este é um drama da terra.


Esaú e Jacó - Machado de Assis


esau-e-jaco---col--saraiva-de-bolso


Nesse romance análogo da história bíblica, os gêmeos Pedro e Paulo, pertencentes à alta burguesia carioca, desde a infância se mostram opostos e rivais em tudo. Ambos apaixonam-se pela mesma mulher, o que causa ainda mais atrito entre eles. Machado de Assis traça, também, uma visão crítica do cenário político do Brasil às vésperas da Proclamação da República.


Boca do inferno - Ana Miranda


boca-do-inferno


Ambientado em Salvador, final do século XVII desenrola-se a trama desse livro, uma recriação da luta pelo poder que opôs o governador Antonio de Souza Menezes, o temível Braço de Prata, à facção liderada por Bernardo Vieira Ravasco, da qual faziam parte o padre Antonio Vieira e o poeta Gregório de Matos.
A autora mistura ficção e história, mostrando  a vida de homens e mulheres entre o prazer e o pecado, o céu e o inferno.


Vidas secas - Graciliano Ramos


Capavidassecas_1ed


A obra é inspirada em muitas histórias que Graciliano acompanhou na infância sobre a vida de retirantes. Na história, o pai de família Fabiano acompanhado pela cachorra Baleia,  são considerados os personagens mais famosos da literatura brasileira.


Memórias de um sargento de milícias - Manuel Antômio de Almeida


Memorias-de-um-sargento-de-milicias-e1335363948615


Ambintada no Rio de Janeiro, reinado de D. João VI, as memórias seguem pela infância de Leonardo, sua adolescência, sua entrada na vida militar e casamento, sendo descrito como  o primeiro malandro carioca, um anti-herói que está mais preocupado com a sobrevivência do que  ser correto ou vilão.


São Bernardo - Graciliano Ramos


Sao-bernardo-graciliano-ramos-1-edico


Este livro conta a história de Paulo Honório, um homem simples, que movido por uma ambição sem limites, acaba transformando-se em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas e casa-se com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano Ramos traça o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder e do vazio da solidão, onde não há espaço nem para a amizade, nem para o amor. (Sinopse retirada do site da Saraiva).


O Tempo e o Vento - Érico Veríssimo


7045193_1GG


Os sete volumes da trilogia 'O Tempo e o Vento' agora reunidos numa caixa. São 150 anos de história do Brasil protagonizados por personagens inesquecíveis, como a forte Ana Terra e o valente capitão Rodrigo Cambará. As disputas familiares, as brigas pelo poder e as guerras civis são narradas O leitor terá a surpresa e o prazer de compartilhar a emoção contida de breves composições limadas com todo o esmero — “O instante”, “Espinosa”, “Everness”, “Sarmiento” — e também a de grandes e complexos poemas como “Limites”, “O Golem”, “Poema conjectural”, e sentirá a habilidade de Borges em nos mergulhar no vasto e infindável rio de tempo, memória e esquecimento de que é feita nossa curta existência e a mais perdurável matéria da poesia. Aí está Buenos Aires. O tempo, que a outros homens traz ouro ou traz amor, em mim apenas funda esta rosa amortecida, esta vã barafunda de ruas que repetem os pretéritos nomes de meu sangue: Laprida, Cabrera, Soler, Suarez...[de “A noite cíclica”] por Erico Verissimo nesta que é uma das mais célebres sagas da literatura brasileira.Todos os volumes trazem ilustrações de Paulo von Poser e uma cronologia que relaciona fatos históricos a acontecimentos ficcionais da trilogia e a dados biográficos de Erico Verissimo. (Sinopse retirada do site da Saraiva).


O cortiço


o-cortico


Publicado em 1890, é um romance que mostra que quando as pessoas estão em ambientes degradantes se comportam como animais. Trata de temas como pobreza, adultério, corrupção, formação desordenada de moradias em lugares inapropriados, e mostra como as pessoas desses conglomerados viviam, explorados por alguém que enriquece a custa de suas necessidades. Além disso, trata de tabus da sociedade, como homossexualidade, alcoolismo e prostituição.


Capitães de areiacapitaes-da-areia_jorge-amado_capa-do-livro


Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador,  falando sobre sua  infância abandonada.


E aí, gostou? Tem algo a acrescentar? Se tiver, vou adorar acrescentar à minha lista, então comenta aí! ;)


 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Resenha: As brumas de Avalon, vol. 02 - A grande rainha.

As brumas de Avalon, volume 02, escrito por Marion Zimmer Bradley.

 

 





Bradley, Marion Zimmer. As Brumas de Avalon. In Marion Zimmer BRadley, As brumas de Avalon, a grande rainha. vol. 02. Rio de Janeiro: Imago, 2002.





Neste livro o leitor desvenda o destino de Morgana, após sua fuga de Avalon, que vai se refugiar na casa de sua tia Morgause. Lá ela dá a luz seu filho e o deixa aos cuidados de Morgause, que descobre o segredo de Morgana vê na criação de seu sobrinho um trunfo sobre o Reino. Temos aqui, também, o drama de Guinevere, entre seu amor por Lancelote e suas obrigações conjuguais com Arthur, e seus intentos de fazer com que seu marido quebre o juramento à Senhora de Avalon (Viviane)  O conflito entre o cristianismo e o paganismo está bem marcante neste livro, com uma evolução da história de Guinevere contra Morgana, e a divisão do Reino no que seria,depois, a Grã-Bretanha.




Minhas impressões


Na minha opinião, este é o melhor livro da saga.  Temos o nascimento do filho de Morgana, o casamento de Arthur com Guinevere, a reclusão de Igraine no convento, a paixão crescente entre Lancelot e Guinevere, e as inúmeras reflexões desta sobre a liberdade e força de Morgana,  ao mesmo tempo em que sua inveja e preconceito contra a antiga religião ficam marcantes. É uma escrita rica em detalhes sobre as questões mais íntimas das personagens.

Vemos, aqui, uma Morgana em evolução, enquanto Guinevere se mostra cada vez mais mesquinha e irritante. A personagem Morgana cresce com o passar das páginas,  demonstrando uma ousadia e força, ao mesmo tempo delicada e sensível. Arthur aparece em conflito entre satisfazer os desejos de sua esposa, seu amor por sua irmã e sua lealdade a Avalon. Este conflito parece estar presente em todas as personagens, inclusive Lancelote, que sofre por amor a Guinevere e Arthur, e seu desprezo por Morgana, que continua apaixonada pelo primo. É uma verdadeira ciranda, que nunca se resolve. A cada tentativa das personagens de se encontrarem em seus sentimentos, o afastamento é inevitável, o que me causou uma ansiedade em desvendar a história por completo.
Há inúmeras discussões entre cristianismo e paganismo, como vemos numa passagem em que Morgana toca harpa e canta no casamento de Arthur, sendo reprimida pelo Bispo e questionada por Guinevere, quando responde:

 

De súbito, Morgana manifestou-se:

 

 - Se Maria Madalena tocava harpa e dançava, ainda assim foi salva, e em lugar nenhum está escrito que Jesus lhe tenha dito para calar-se com humildade! Se ela derramou bálsamo precioso na cabeça do Senhor, e este não permitiu que os discípulos a censurassem, bem poderia ter recebido com agrado seus outros dons. Os Deuses dão aos homens o que têm de melhor, e não o pior. 

 

Patrício retrucou, secamente: 

 

- Se é essa a forma de religião conhecida aqui na Bretanha, estamos realmente necessitados de concílios como o que foi convocado pela nossa Igreja!

Em várias passagens teremos diálogos como este acima, deixando a conclusão para o leitor, pois a autora em nenhum momento se posiciona a favor de uma ou outra forma de pensar, apenas descrevendo os pensamentos, o caráter e as atitudes das personagens, e suas ligações com a religião e a crença.

Teremos um acontecimento decisivo para o futuro de Viviane e de Avalon, pois por causa desse acontecimento, outros se desenrolarão. Isso acontece por todas as linhas da história, vários fatos que nos parecem pequenos e sem grande importância terão consequências futuras gigantescas.

A homossexualidade aqui também é retratada entre Lancelote e Arthur, mas a forma deliciada e respeitosa como a autora tratou o assunto é o ponto alto da história, pois deixa o leitor confuso sobre o que de fato aconteceu entre eles, o que somente se revelerá adiante, em outro volume do livro.



É uma história para ler com atenção e despido de qualquer preconceito porque muitas falas e pensamentos das personagens dialogam com a nossa própria visão de mundo, o que pode nos trazer conclusões surpreendentes.


Gostou da resenha? Deixa seu comentário aqui embaixo para que eu possa fazer outras assim. Se não gostou, deixe também, para que eu possa melhorar. ;)





 

 


quinta-feira, 10 de março de 2016

Quando a mudança se fez necessária: por que eu quero mudar de profissão.

Oi, pessoal! Tudo bem?

Eu acredito que todos que me acompanham saibam que eu sou advogada com uma bagagem de quase 16 anos de profissão. Já fiz duas pós-graduações na área, sendo uma na UFF em Direito Privado, e a segunda na EMERJ, o curso oficial de formação em Magistratura do meu Estado. Já pensei em fazer concurso na época em que estava na EMERJ, mas depois de me formar naquela Escola desisti, por n motivos que não cabe enumerar aqui. Já trabalhei para grandes escritórios, já fui coordenadora de equipe de advogados, já trabalhei como audiencista, como advogada interna numa grande corporação e hoje tenho um escritório próprio, e estou cursando faculdade de Letras.  O que ninguém sabe é sobre os motivos que estão me fazendo escolher uma segunda graduação.

Para começo de conversa eu não estou abandonando o Direito, pelo menos não por enquanto. Tenho vontade de abandonar? Ultimamente tenho, sim. Mas não é esse o motivo que está me levando a cursar Letras.

Eu sempre quis fazer uma segunda graduação. SEMPRE. Já pensei em fazer uma pós-graduação em  Filosofia, Sociologia, Antropologia, História da Arte. mas daí eu estaria apenas acumulando pós-graduações, e não é esse o meu objetivo. Pensei em fazer um Mestrado, mas isso não implicaria em grandes mudanças de ares. Pensei em fazer outros cursos de Fotografia (minha segunda profissão), mas a grande verdade é que eu ando muito enjoada. Utimamente estou vendo a fotografia como uma ferramenta, como um meio e não como um fim.



O que eu quero mesmo é o novo, é agitar a mente, é descontruir conceitos, é aprender a pensar diferente, é sair fora da caixinha, da zona de conforto. E cursar Letras está agregando muito à minha profissão de advogada e, ao mesmo tempo, está abrindo um novo horizonte para mim. Quantos advogados escrevem bem? Quantos advogados escrevem o Português correto? Aliás, quantos profissionais, de outras áreas, escrevem corretamente? Nem eu mesma estou confortável com a minha maneira de escrever. Cometo muitos erros vergonhosos e tenho plena convicção disso. Mas não aceito, não me conformo e quero mudar. Por causa disso escolhi uma graduação que some à minha principal atividade e que me permita, mais a frente, se eu quiser, mudar de lugar.

A grande verdade é que eu sou assim: eu me atiro. Eu não me encolho e não me conformo. Se algo está me incomodando, eu mudo, saio do lugar. Eu não tenho medo de viver várias vidas em uma, e muitas vezes sou apontada por isso, criticada, feita de chacota por pessoas covardes que não tem um pingo de comiseração. Já chegou a meus ouvidos que eu fui feita de exemplo em sala de aula, exemplo de pessoa que não sabe o que quer, que cada hora faz uma coisa diferente. Exemplo de quem não sabe o que quer por querer uma mudança, querer experimentar o novo, POR NÃO ME CONFORMAR COM O BANAL. 

Dane-se.
Sinceramente? Já me preocupei muito com o que os outros falam a meu respeito. Já sofri, já chorei, já pensei em desistir de tudo por causa de uma simples crítica, mas percebi que, para as pessoas que falam, tanto faz. Essas pessoas não estão preocupadas comigo, com o que eu quero, com minhas dores, com meus anseios. Essas pessoas só querem falar, ser engraçadas, ter asunto. Professores que usam a vida de outras pessoas como exemplo de chacota em sala de aula não são verdadeiros educadores, são fanfarrões. Querem plateia, aplausos, e fazem do tablado, um palco de um pobre frustrado que vê nas palmas um pouco de satisfação. Quem me aponta como uma pessoa que não sabe o que quer não está pensando em nada, apenas em apontar, e, eventualmente, em ter assunto, 



Eu sei o que quero e porquê quero. Eu não sou uma pessoa conformada e odeio me sentir estagnada. Há muito tempo que a profissão de advogada não me traz satisfação pessoal. Traz dinheiro? Sim. Traz reconhecimento? às vezes. Mas não é nada disso que está em jogo para mim. É algo muito além. é a necessidade de mudar de vida, de virar tudo do avesso, de aprender e de me realizar. E eu estava adoecendo. Estava triste, sem perspectiva, sem grandes planos. Cansada de ver injustiças serem cometidas por sentenças dadas sem uma análise técnica perfeita. Cansada de lutar por justiça. 



Acho que a minha decisão de passar pro outro pólo tem a ver com cansar de tratar a doença e querer impedir a causa. Como professora eu terei a a chance de formar pessoas que se formarão em profissionais. Terei a chance de ajudar pessoas a começarem as suas vidas. Cansei de ajudar pessoas a resolverem problemas muitas vezes causados por elas mesmas, por causa de uma péssima educação escolar. Formar-me em professora está abrindo possibilidade para que eu aprenda a pensar, e aprenda a ensinar a pensar. Isso é o que me move e é a causa maior do meu anseio por mudança. 

Sonhadora? Idealista, eu sei.




quarta-feira, 9 de março de 2016

Minha Faculdade de Letras a distância - EAD Universo Niterói.

Olá, pessoal! Tudo certinho com vocês? Aqui está um calor de matar e muita correria, tentando conciliar trabalho como advogada, fotografia, leituras pessoais e meus estudos em Letras.


Hoje o post é sobre a minha tão amada faculdade de Letras, que está me deixando cada dia mais apaixonada e mais feliz.





Estou cursando Letras com Licenciatura em Língua Portuguesa e Literatura na Universidade Salgado de Oliveira na modalidade de ensino a distância, que significa que eu, ao final de três anos, estarei habilitada  a exercer o magistério, ou seja, poderei dar aulas para crianças do ensino fundamental e médio.

São seis períodos divididos da seguinte forma:

 









Clique na imagem para aumentar.


Como vocês podem ver, neste primeiro semestre só tenho matérias voltadas ao ensino, à formação de professor, o que tem sido bastante enriquecedor, mas, também, muito cansativo. Acho que são as matérias mais negligenciadas pelos alunos porque não são específicas do curso, por isso gosto que elas sejam abordadas logo no início, quando estamos a todo vapor, cheios de energia e empolgados com o curso. Estou curtindo esse outro olhar, esse mergulho em matérias específicas de outras áreas do conhecimento. A única matéria que eu realmente não gosto é Direito aplicado à educação pois já ando meio sem muito amor pelas leis. Mas confesso que até mesmo essa matéria me surpreendeu positivamente porque a abordagem é totalmente voltada para o ensino, e estamos estudando a lei de diretrizes e bases da educação nacional, portanto, tem sido muito enriquecedor. Para esta disciplina pretendo adquirir a LDBEN (lei de diretrizes e bases da educação nacional) comentada, mas está muito difícil de encontrar.


Por Fundamentos das Ciências Humanas e Sociais leia-se Filosofia e Sociologia, meu grande trauma da graduação em Direito. Até que estou melhorando os estudos nessa área, já compreendo muitas coisas que não compreendi há 15 anos atrás. Mas é uma matéria difícil, que requer grande concentração. Como leitura de apoio estou lendo o livro O Mundo de Sofia, em ebook, e provavelmente farei uma resenha desse livro aqui no blog pois quero unir o útil ao agradável: trazer material de qualidade para o blog e fixar o conteúdo. Mas não é uma leitura tranquila, ao contrário, é complexa e bastante cansativa, pois a narrativa se arrasta em muitas páginas. Estou focada.


Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem é uma matéria pesada. Estudamos as teorias de Piaget, Wallon e Vygotsky. Matéria enorme, mas, para minha surpresa, prazerosa. Aborda os diversos aspectos da aprendizagem e como se dá o desenvolvimento do ser humano, desde a infância até a vida adulta. Estou usando o livro Desenvolvimento e Aprendizagem em Piaget e Vigotsky, também em ebook.


Metodologia da pesquisa é uma matéria com seus altos e baixos, hora trata de disciplina e organização do estudo (a parte que eu amo), hora trata das técnicas de pesquisa (que eu considero cansativo). Mas no geral é uma matéria muito útil, que eu sei que os conhecimentos adquiridos nessa disciplina serão úteis para o resto da vida. Estou lendo diversos textos que a professora disponibilizou no ambiente virtual de aprendizagem, que é a nossa sala de aula.


Seminário integrador é um trabalho que eu ainda não fiz. Montar um plano de atividade para usar em aula com alunos fictícios e formatado conforme regras da ABNT.  Estou aguardando acumular mais conhecimento em outras matérias para concluir,


Lingua Portuguesa está abordando vários aspectos da língua, fala e linguagem. É claro que essa é a matéria queridinha por ser a única específicamente voltada para o curso de Letras. Quero comprar o  livro Linguagem, língua e fala, do Ernani Terra, já encomendei.


E finalmente temos Didática, com uma matéria mais dinâmica, onde temos muitas indicações de livros e filmes fantásticos, com muitos exemplos reais e cotidianos. É uma matéria para sonhar com a profissão de professora, eu estou amando. Como livro de apoio li Conversas com um jovem professor, do Leandro Karnal. Li em ebook e comprei pelo Google Play. por R$ 14,90. O livro é maravilhoso, fantástico! Nele o autor relata diversas experiências em sala de aula e a leitura flui como uma conversa mesmo. Para todos os que sonham com a docência, é um livro obrigatório.


O que estou achando surpreendente nessa faculdade é o link que todas as matérias fazem entre si. Cada disciplina trata de uma ou duas questões tratadas na disciplina anterior, e assim sucessivamente. Isso ajuda a compreender a Educação como um sistema, um organismo vivo. Gostei muito da disposição das disciplinas, por serem essas listadas acima logo no primeiro semestre, e também desse tipo de abordagem mais global.


Como é a dinâmica das aulas:


Acessamos o ambiente virtual do aluno com o nosso número de matrícula e uma senha gerada no momento da matrícula, que ocorre de forma presencial. Essa senha pode ser alterada depois pelo aluno. No ambiente virtual o aluno encontra todas as videoaulas de todas as matérias, todos os livros de cada matéria (o conteúdo escrito das aulas), material complementar disponibilizado pelos professores (textos, filmes, links e etc), o calendário com as datas importantes  de provas, participação nos Foruns e entregas de trabalhos, um mural de todas as áreas, uma área dedicada a mensagens que o aluno poderá trocar de forma privada com professores e funcionários da faculdade (secretaria) e o espaço para discussões, os chamados Fóruns.


A nossa média deverá ser alcançada através de participação nos Fóruns, respondendo aos temas propostos pelos professores, valendo 3,0 pontos, mais as provas, valendo 7,0 cada. São duas provas obrigatórias, denominadas A1 e A2, e dois Foruns: Fórum I e Fórum II. Existe, também, uma última prova, opcional para quem alcançar a média, e obrigatória para quem não alcançar, a chamada A3. A média mínima para ser considerado aprovado é 6,0, mas o aluno que tirar 4,0 ou menos em alguma prova é automaticamente reprovado. Portanto, parece fácil, mas não é.


As provas são realizadas no campus da faculdade onde o aluno se inscreveu, no meu caso, em Niterói, devendo ser previamente agendada no ambiente virtual, e o aluno dispõe de 2 horas para realizá-la.


Minha primeira etapada de provas começará no dia 14 de março e terminará no dia 04 de abril, portanto meu agendamento deve ser feito nesse período.


Como o período de provas já está próximo, vocês podem imaginar a minha ansiedade e correria. Estou tentando conciliar as leituras teóricas com os projetos de leitura que eu invento para conseguir dar conta de tudo. Não é fácil, mas eu gosto de viver perigosamente.


Então é isso, espero que vocês tenham gostado e que esse post ajude a algumas pessoas que tem curiosidade e interesse por o curso de Letras a distância.


Posteriormente pretendo fazer um post sobre minha organização de estudo, e na medida que eu me familiarizar melhor com o sistema virtual de ensino vou escrevendo dicas por aqui. Até mais!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Projeto 142 livros clássicos para ler até o final da faculdade

Desde o final do ano passado, quando retomei meus hábitos literários, procurava uma lista com a pretensão de ser completa contendo clássicos da literatura mundial. Vi as listas da Folha de São Paulo, da revista Bula, da revista Bravo, e não me satisfizeram. Sentia uma certa insegurança sobre a abordagem, se as listas seriam "pagas" para figurarem nesses veículos e sempre sentia falta de de alguma coisa. uma justificativa para a escolha daqueles títulos.









Eu, perdidona nas estantes internet afora

Eis que nas minhas andanças pela internet descobri o blog do professor  André Gazola, que elaborou uma lista com 142 livros clássicos da literatura mundial, títulos que são exigidos em vestibulares e concursos por todo o país.

Como vocês sabem, estou cursando Letras na modalidade EAD, e realmente preciso organizar minhas leituras e conciliar com as leituras da faculdade. Alguns dos autores dessa lista constam na minha grade curricular, então acredito que, se conseguir seguir essa indicação preciosa de leitura, estarei reforçando e complementando meus estudos.


Estabeleci, para essas leituras, o tempo da minha faculdade, ou seja, esses livros serão lidos num período de 03 anos, e serão conciliados com outros títulos de minha livre escolha mais os títulos indicados pelos professores que não constarem dessa lista. Legal, né? Se eu conseguir acredito que será uma experiência fantástica.

Ah! Tentarei comprar esses títulos na forma física, pois, pra quem não sabe, eu tenho o hábito de ler ebook e ainda não comprei um e-reader, leio no meu celular, o que tem me causado bastante desconforto nos olhos. Além disso, quero fazer uma leitura mais organizada, com fichamentos e anotações porque não será uma leitura apenas para o lazer, mas para os meus estudos.

Os títulos que estão em negrito são os livros que eu li recentemente, então só vou ler novamente se forem pedidos na faculdade.

Preciso confessar que ler O Senhor dos Anéis e O Hobbit será, para mim, o maior dos desafios porque não gostei dos filmes. Eu sei que para muitos essa afirmação soará como heresia, sinto muito mas só mesmo uma lista indicada por um professor me fará mergulhar nesses títulos.  












Provavelmente não terei mesmo depois dessa declaração, mas, é a vida!

 



Mas Chris, o filme é diferente do livro!

Dãh! eu sei, meu bem, meu problema é com a história em si, que não me enche os olhos e, o que é pior, me fez dormir! hahahahah pois é, sou dessas.


Bom, vai ter muita resenha no blog a partir de agora e, para começar essa grande viagem literária iniciarei com Desonra, que será abordado num próximo post aqui no blog.

Quem quiser aderir ou seguir o projeto, postarei fotos das aquisições, leituras e conclusões no Instagram com a hashtag #projeto142classicos, e sempre farei resenha das leituras aqui no blog.

Vejamos a listinha amiga!

  1. Ilíada (séc. VIII a. C.), de Homero

  2. Odisseia (séc. VIII a. C.), de Homero

  3. As mil e uma noites (850 a.C.), de autor desconhecido

  4. O asno de ouro (1469), de Apuleio

  5. Gargântua e Pantagruel (1532-64), de François Rabelais

  6. Os Lusíadas (1572), de Luiz Vaz de Camões

  7. Dom Quixote (1605-15), de Miguel de Cervantes Saavedra

  8. Robinson Crusoé (1719), de Daniel Defoe

  9. As viagens de Gulliver (1726), de Jonathan Swift

  10. Tom Jones (1749), de Henry Fielding

  11. Cândido (1759), de Voltaire

  12. Emílio ou da educação (1762), de Jean Jacques Rousseau

  13. O Castelo de Otranto (1765), de Horace Walpole

  14. Os Sofrimentos do jovem Werther (1774), de Johann Wolfgang von Goethe

  15. Os 120 dias de Sodoma (1785), de Marquês de Sade

  16. Razão e Sensibilidade (1811), de Jane Austen

  17. Orgulho e Preconceito (1813), de Jane Austen

  18. Mansfield Park (1814), de Jane Austen

  19. Emma (1816), de Jane Auten

  20. Frankenstein (1818), de Mary Wollstonecraft Shelley

  21. Ivanhoé (1820), de sir Walter Scott

  22. O último dos moicanos (1826), de James Fenimore Cooper

  23. O vermelho e o negro (1831), de Stendhal

  24. O corcunda de Notre-Dame (1831), de Victor Hugo

  25. Oliver Twist (1833), de Charles Dickens

  26. Pai Goriot (1834-35), de Honoré de Balzac

  27. A queda da casa de Usher (1839), de Edgar Allan Poe (apesar de ser um conto, decidi incluí-lo)

  28. Almas mortas (1842), de Nicolai Gógol

  29. Ilusões perdidas (1843), de Honoré de Balzac

  30. Os três mosqueteiros (1844), de Alexandre Dumas

  31. A moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo

  32. O conde de Monte Cristo (1845-46), de Alexandre Dumas

  33. Jane Eyre (1847), de Charlotte Brontë

  34. O morro dos ventos uivantes (1847), de Emily Brontë

  35. David Copperfield (1850), de Charles Dickens

  36. Moby Dick (1851), de Herman Melville

  37. A cabana do Pai Tomás (1852), de Harriet Beecher Stowe

  38. Walden ou A vida nos bosques (1854), de Henry David Thoreau

  39. Memórias de um sargento de milícias (1854 e 1855), de Manuel Antônio de Almeida

  40. Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert

  41. Grandes Esperanças (1861), de Charles Dickens

  42. Os miseráveis (1862), de Victor Hugo

  43. Memórias do Subsolo (1864), de Fiódor Dostoiévski

  44. Iracema (1865), de José de Alencar

  45. Alice no País das Maravilhas (1865), de Lewis Carroll

  46. Viagem ao centro da Terra (1866), de Júlio Verne

  47. Crime e Castigo (1866), de Fiódor Dostoiévski

  48. O Idiota (1868-9), de Fiódor Dostoiévski

  49. Guerra e Paz (1869), de Leon Tolstói

  50. Alice através do espelho (1871), de Lewis Carroll

  51. A volta ao mundo em 80 dias (1873), de Júlio Verne

  52. Senhora (1875), de José de Alencar

  53. O crime do Padre Amaro (1876), de José Maria Eça de Queirós

  54. Anna Karenina (1877), de Leon Tolstói

  55. Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Joaquim Maria Machado de Assis

  56. A Ilha do Tesouro (1883), de Robert Louis Stevenson

  57. A morte de Ivan Ilitch (1884), de Leon Tolstói

  58. As aventuras de Huckleberry Finn (1885), de Mark Twain

  59. Germinal (1885), de Émile Zola

  60. O Ateneu (1888), de Raul Pompéia

  61. Os Maias (1888), de José Maria Eça de Queirós

  62. O Cortiço (1890), de Aluísio de Azevedo

  63. O retrato de Dorian Gray (1891), de Oscar Wilde

  64. Quincas Borba (1891), de Joaquim Maria Machado de Assis

  65. As aventuras de Sherlock Holmes (1892), de sir Arthur Conan Doyle

  66. A máquina do tempo (1895), de H. G. Wells

  67. Drácula (1897), de Bram Stoker

  68. A guerra dos mundos (1898), de H. G. Wells

  69. Dom Casmurro (1899), de Joaquim Maria Machado de Assis

  70. A cidade e as serras (1901), de José Maria Eça de Queirós

  71. Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha

  72. Tarzan (1914), de Edgar Rice Burroughs

  73. Triste fim e Policarpo Quaresma (1911, folhetim), de Lima Barreto

  74. Retrato do artista quando jovem (1916), de James Joyce

  75. Ulisses (1918-21, folhetim), de James Joyce

  76. A montanha mágica (1924), de Thomas Mann

  77. O processo (1925), de Franz Kafka

  78. O grande Gatsby (1925), de F. Scott Fitzgerald

  79. O Castelo (1926), de Franz Kafka

  80. Em busca do tempo perdido (1913-27, em sete volumes), de Marcel Proust

  81. O lobo da estepe (1927), de Hermann Hesse

  82. O amante de Lady Chatterley (1928), de D. H. Lawrence

  83. Orlando (1928), de Virginia Woolf

  84. Macunaíma (1928), de Mário de Andrade

  85. O quinze (1930), de Rachel de Queiroz

  86. Reinações de Narizinho (1931), de Monteiro Lobato

  87. Admirável mundo novo (1932), de Aldous Huxley

  88. Menino de Engenho (1932), de José Lins do Rego

  89. … E o vento levou (1936), de Margaret Mitchell

  90. Angústia (1936), de Graciliano Ramos

  91. Capitães de Areia (1937), de Jorge Amado

  92. O Hobbit (1937), de J. R. R. Tolkien

  93. Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos

  94. Finnegans Wake (1939), de James Joyce

  95. Por quem os sinos dobram (1940), de Ernest Hemingway

  96. Xadrez (1942), de Stefan Zweig

  97. O Estrangeiro (1942), de Albert Camus

  98. Fogo morto (1943), de José Lins do Rego

  99. O pequeno príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry

  100. Ficções (1944), de Jorge Luis Borges

  101. A revolução dos Bichos (1945), de George Orwell

  102. Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa

  103. Doutor Fausto (1947), de Thomas Mann

  104. 1984 (1949), de George Orwell

  105. O tempo e o vento (1949-62, em 5 volumes), de Érico Veríssimo

  106. O apanhador no campo de centeio (1951), de J. D. Salinger

  107. O velho e o mar (1952), de Ernest Hemingway

  108. Grande Sertão: veredas (1955), de João Guimarães Rosa

  109. Lolita (1955), de Vladimir Nabokov

  110. O Senhor dos Anéis (1954-55), de J. R. R. Tolkien

  111. On the Road (1957), de Jack Kerouac

  112. Gabriela, cravo e canela (1958), de Jorge Amado

  113. Bonequinha de luxo (1958), de Truman Capote

  114. Almoço Nu (1959), de William Burroughs

  115. Laranja Mecânica (1962), de Anthony Burgess

  116. A redoma de vidro (1963), de Sylvia Plath

  117. A paixão segundo G. H. (1964), de Clarice Lispector

  118. A sangue-frio (1966), de Truman Capote

  119. Cem anos de solidão (1967), de Gabriel García Márquez

  120. 2001: uma odisseia no espaço (1968), de Arthur C. Clarke

  121. O poderoso chefão (1969), de Mario Puzo

  122. As cidades invisíveis (1972), de Italo Calvino

  123. Terras de sombras (1974), de J. M. Coetzee

  124. Lavoura arcaica (1975), de Raduan Nassar

  125. Entrevista com o vampiro (1976), de Anne Rice

  126. A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector

  127. O iluminado (1977), de Stephen King

  128. O guia do mochileiro das galáxias (1979), de Douglas Adams

  129. O nome da rosa (1980), de Umberto Eco

  130. O centauro no jardim (1980), de Moacyr Scliar

  131. A casa dos espíritos (1982), de Isabel Allende

  132. A lista de Schindler (1982), de Thomas Keneally

  133. O livro do desassossego (1982), de Fernando Pessoa

  134. O ano da morte de Ricardo Reis (1984), de José Saramago

  135. A insustentável leveza do ser (1984), de Milan Kundera

  136. Os versos satânicos (1988), de Salman Rushdie

  137. O pêndulo de Foucault (1988), de Umberto Eco

  138. História do cerbo de Lisboa (1989), de José Saramago

  139. Desonra (1999), de J. M. Coetzee

  140. Neve (2002), de Orhan Pamuk

  141. O filho eterno (2007), de Cristovão Tezza

  142. Indignação (2008), de Philip Roth


 









A lista e sua justificativa vocês encontram no link: http://www.lendo.org/lista-classicos-literatura/

5º período de Letras UFF/CEDERJ

Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpre...