segunda-feira, 25 de abril de 2016

Resenha: Triste fim de Policarpo Quaresma

Triste fim de Policarpo Quaresma, escrito por Lima Barreto.


Editora: Saraiva


Páginas: 240


ISBN: 978.85.209.2727-4


Coleção Saraiva de Bolso.



Descrição:


Publicado inicialmente em folhetins no ano de 1911, “Triste fim de Policarpo Quaresma” é um romance do período do Pré-Modernismo brasileiro. Por meio da vida tragicômica do major Quaresma, um nacionalista fanático, ingênuo e idealista, Lima Barreto revela as estruturas sociais e políticas do Brasil da Primeira República, enfocando os fatos históricos do governo de Floriano Peixoto.


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Resenha


O livro trata da história do major Policarpo Quaresma, um funcionário público que na verdade não era major de patente, sendo esta alcunha apenas um apelido recebido de seus colegas. Ele era um nacionalista, um homem íntegro, correto e de uma honestidade que beirava à inocência, pois acreditava nos valores do Brasil como nação acima de qualquer outra coisa.


Era um homem estudioso, que quando se interessava por um assunto pesquisava em diversos livros, até conseguir total domínio sobre aquilo. Por conta disso, descobriu o tupi guarani, língua nativa dos índios, e cismou que essa deveria ser a língua falada no Brasil, por conta de nossos ancestrais silvícolas. Chegou ao ponto de, no auge de sua obsessão pelos costumes nativos, incorporar alguns costumes dos índios em suas próprias relações sociais, tais como receber visitas com um grande pranto. Policarpo atinge o ápice da loucura quando escreve um memorando exaltado sugerindo que o Brasil adotasse o tupi guarani como língua oficial e, assim, foi exposto ao ridículo perante a sociedade e acabou por se internar num manicômio para tratar sua cisma que o fazia parecer louco perante a sociedade brasileira ultra conservadora do final do século XIX.


Saindo do hospício, Policarpo vai para o campo com sua irmã, com quem sempre viveu, pois jamais casou-se ou se envolveu intimamente com mulher alguma. Policarpo já não fala de seus ideais nacionalista mas continua sonhador, acreditando que não há melhor terra que o Brasil, e passa a nutrir o sonho de viver da produção de sua terra. Novamente nosso herói é mal interpretado e atrai os olhares nada amistosos dos coronéis e políticos da região, que o enxergam como um possível rival.


Infelizmente a terra não corresponde às expectativas de Policarpo, que enfrenta pragas na lavoura e  se vê ameaçado, recomeçando novas plantações sem obter êxito. Até que um ataque de formigas saúvas destrói todo o seu trabalho e o obriga a desistir da vida de agricultor.


Nesta época, concomitantemente às desilusões agrárias de Policarpo, eclode a guerra Revolta da Armada, na qual a Marinha do Brasil, apoiada pela oposição monarquista à recém instalação da República, se volta contra o governo de Floriano Peixoto, e Policarpo se apresenta para lutar pelo Tirano.


Durante a guerra Policarpo novamente se vê desiludido com algumas questões governista e, após vitória do governo, Policarpo é preso como traidor apenas por se opor ao tratamento desumano dispensado aos prisioneiros de guerra.



 

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Minhas Impressões:


Comprei essa edição de bolso da Saraiva, mais para cumprir minha meta de livros nacionais para ajudar a entender a política atual e a sociedade brasileira, como mostrei aqui neste post. Fui surpreendida positivamente com essa história, que tocou-me profundamente por causa de minhas antigas aspirações profissionais de advogada que lutava por justiça e pelo cumprimento da lei. #fail.


Como se pode ver, o livro traz três fases muito bem delimitadas, sendo primeiro traçado um perfil completo da sociedade da época, onde Policarpo aparece inserido mas não adaptado, pois percebe-se um homem deslocado do convívio com seus pares, por não se encaixar nos padrões da época. Senti isso no fato de ele ser solteiro e viver com a irmã, enquanto toda a sociedade pregava o casamento; também pela inadequação às regras sociais, como por exemplo, "cidadãos de bem" não poderem misturar-se com artistas, pois Policarpo foi hostilizado por tomar aulas de violão com o amigo Ricardo Coração dos Outros, a fim de aprender a tocar modinha. Tal prática era tida como prática de vagabundos, e Policarpo recebeu inúmeras críticas por receber em sua casa um violeiro.




- É bom pensar, sonhar consola.


-Consola, talvez, mas faz-nos também diferentes dos outros, cava abismos entre os homens.



Na segunda fase da vida de Policarpo, temos um homem recém saído do hospício devido aos seus devaneios patrióticos, mais decepcionado com a sociedade e que se retira para o campo ainda mantendo a fé na sua pátria tão adorada. Policarpo, aqui, mantém-se fora das questões políticas, tentando não se envolver com problemas da região, mas ao mesmo tempo fornece ajuda para os moradores do lugar, o que leva as autoridades a desconfiarem de suas intenções, gerando um clima de tensão na história.




O trem apitou e ele demorou-se a vê-lo chegar. É uma emoção especial de quem mora longe, essa de ver chegar os meios de transporte que nos põem em comunicação com o resto do mundo. Há uma mescla de medo e de alegria. Ao mesmo tempo em que se pensa em boas-novas, pensam-se também más. A alternativa angustia...



Abaixo uma das falas que mais tocaram meu coração, mais atuais, que mais retratam a triste realidade do povo brasileiro. Achei impressionante que mesmo dois séculos depois recebemos o mesmo tratamento de nossos governantes:




-Terra não é nossa...E "frumiga"?...Nós não "tem" ferramenta...isso é bom para italiano ou "alemão", que governo dá tudo...Governo não gosta de nós....




Na terceira fase Policarpo continua fiel a seus princípios e crente em seus deveres patrióticos, assim, entrega-se ao serviço militar onde finalmente alcança a patente de major por nomeação. Contudo, Policarpo desilude-se de vez e entra num estado de auto crítica e análise profundos, que tornam-se o ponto central de seu triste fim.



 

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Termino com o momento de epifania de Policarpo, onde o narrador o vê em desgraça e tem a compreensão do todo; momento em que, finalmente, Policarpo cai em si e se desilude de suas românticas ambições patrióticas:



A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete. Nem a física, nem a moral, nem a intelectual, nem a política que julgava existir havia, a que existia de fato era a do tenente Antonino, a do doutor Campos, a do homem do Itamaraty.

 

E aí? gostaram da resenha? Deixe suas impressões nos comentários, por favor!

Beijinhos.

 

 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Primeiras notas da faculdade

Oi, pessoal! tudo certinho?


Hoje vou apresentar para vocês a minha primeira grande vitória, pois saíram as notas das minhas primeiras provas da faculdade e eu posso dizer que estou muito feliz com os resultados.


Para quem cursa a mesma faculdade que eu, Universo, e ainda não sabe mexer no painel, vou mostrar abaixo um passo a passo para facilitar.


Eu já falei nesse post sobre a forma de avaliação, mas não sei se ficou bem explicadinho, então vou repetir.


A nota máxima a ser alcançada é 10.0, sendo que a participação nos fóruns (Fórum 1 e Fórum 2 de cada disciplina) valem nota máxima 3.0, e as duas provas valem 7.0, a A1, que é toda objetiva, com dez questões valendo 0,7 cada uma, e a segunda prova, A2, com cinco questões objetivas e duas discursivas, também valendo 7,0.  A média para alcançar aprovação é 6.0 e é feita somando-se os 3.0 pontos do Fórum mais a nota da prova. Sendo assim, para a primeira avaliação tenho a nota do Fórum (até 3.0 pontos, de acordo com minha participação) mais a nota da prova (até 7.0 pontos, de acordo com o número de acertos). A segunda avaliação, que começará daqui a duas semanas, será a A2, mas já estou participando do Fórum 2 para compor a primeira parte da nota da A2. No final soma-se  A1 + A2 e terei a média final. Se a média for abaixo de 6.0, ou se eu não me sentir satisfeita com ela, posso fazer uma terceira prova valendo 10 para somar a uma das provas e assim aumentar a média. Todas as provas são feitas no campus da faculdade com agendamento prévio, somente os fóruns eu realizo de casa.


Então vamos ao passo a passo para o painel que dá a informação das notas das disciplinas:




[caption id="attachment_1771" align="aligncenter" width="692"]LOGIN Primeiro a gente faz o login nesse endereço, com o número de matrícula e a senha.[/caption]

[caption id="attachment_1775" align="alignnone" width="1366"]PAINEL PRINCIPAL Você cai direto nesse painel que tem a opção de notas e faltas para visualizar. Clicando ali onde está a seta em vermelho você vai cair no painel seguinte.[/caption]

[caption id="attachment_1779" align="alignnone" width="1366"]ESCOLHER CURSO Aqui você clica onde está essa seta, para selecionar o curso que você está fazendo. No meu caso, Letras com licenciatura em Português e Literatura.[/caption]

[caption id="attachment_1783" align="alignnone" width="749"]PRIMEIRAS NOTAS E aqui está a minha primeira vitória! Didática, 9,5; Direito 10.0; Fundamentos das Ciências Humanas e Sociais 9,5; Língua Portuguesa 9,5; Metodologia da Pesquisa 7,0 e Psicologia 9,5.[/caption]

Como vocês podem ver eu não me dei bem na disciplina de metodologia porque eu realmente não gosto dessa disciplina, apesar de entender a sua importância. Por causa disso, estou me dedicando mais a essa matéria que as outras, sem prejudicar os estudos. Estou apenas empenhando maior esforço nessa disciplina pois quero aumentar essa média e tentar igualar às outras. Para isso eu vou ter que fazer a A3, não vai ter jeito.


Quanto á disciplina de Seminário Integrador, trata-se de um trabalho feito em casa e enviado para o professor: fazer um plano de aula com um dos tema sugeridos. Eu ainda não fiz, e preciso correr com isso para não embolar com as provas pois o prazo para envio é até o dia 01/05/2016 . =P


Então é isso, pessoal. Passei na primeira etapa com notas excelentes mas, apesar de ter  alcançado uma nota acima da média na disciplina de metodologia, não alcancei meu objetivo, que seria uma média A, então terei que me esforçar ainda mais.


Posteriormente farei um post com dicas de estudo e como me organizo para as provas, mas primeiro quero testar bastante meu métodos e trarei para vocês o que mais funcionar para mim.


Até logo!




 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Desonra, J. M. Coetzee.

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Desonra, escrito por J. M. Coetzee


Editora: Companhia das Letras

Páginas: 256

ISBN: 978-85-359-0080-4


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Sucesso de público e crítica - foi publicado em mais de vinte países e ganhou o Booker Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -, Desonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.
No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.



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Resenha


John Maxwell Coetzee (a pronúncia correta é "coutzía") é um professor de literatura e linguistica, e escritor sul africano que atualmente mora na Austrália, onde ainda leciona. É um homem recluso, pouco afeto a tietagens e tem o costume de não aparecer para receber os prêmios que alcança com suas obras. Desonra (em inglês foi lançado como Disgrace) é um dos livros mais importante da carreira do escritor, que recebeu o pêmio The Man Booker Prize em 1999, ano de seu lançamento.


Desonra é um romance escrito originalmente em língua inglesa e conta a história ambientada na África do Sul pós-Apartheid do professor  de literatura David Lurie, um homem de meia idade solitário cujo relacionamento mais próximo mantém com uma prostituta que, por alguns acontecimentos, acaba por  afastar-se dele.




"No campo do sexo, seu temperamento, embora intenso, nunca foi passional. Se tivesse de escolher um animal totem, seria a cobra. A relação sexual entre Soraya e ele deve ser, imagina, comouma cópula de cobras: prolongada, absorvente, mas um tanto abstrata, seca, mesmo no ponto mais quente".



Diante da solidão ainda mais proeminente em sua vida, Lurie começa um relacionamento um tanto quanto estranho com uma de suas alunas, e não enxerga o quão abusivo esse relacionamento é. A forma como ele aborda a aluna e conduz toda a situação culmina com sua expulsão da faculdade onde leciona.


Assim, ele vai para o interior do país viver com sua filha Lucy, que não vê há alguns anos. Lucy é homoafetiva e recebe ajuda de alguns vizinhos para tocar os negócios, pois sonha em viver de suas produções. Lurie, então, encontra uma realidade muito diferente da que está habituado e passa a conflitar suas ideias com a dos habitantes locais.


Alguns acontecimentos traumatizantes levam Lurie a enfrentar seus próprios preconceitos e a aceitar posicionamentos muito diferentes dos seus, o que leva a uma auto reflexão e auto crítica muito profundas, que culminam em mudança de condição.


O livro traz temas pesados como assédio, machismo, estupro e violência contra animais, e trata esses assuntos de forma dura e direta.


Minhas impressões.


Eu amei a história, que me impactou desde as primeiras frases. O texto é cheio de reflexões do Lurie, que nos levam a refletir junto com ele e a descobrir a personagem pouco a pouco. Eu comecei o livro com uma ideia totalmente diferente, e, por vezes, me peguei tentando ajudar o Lurie mentalmente, tentando colocar palavras  que ele não conseguia dizer. O livro é o tempo todo assim: um nó na garganta de quem tem muito a dizer e não consegue se expressar de forma que o interlocutor entenda, uma verdadeira lição de linguística, de exemplos de como não se deve portar em meio a receptores que não tem capacidade de entender a mensagem do emissor que, por sua vez, não consegue alcançar seus recptores.



"Sua opinião, que ele não ventila, é que a origem da fala está no canto, e as origens do canto na necessidade de preencher com som o vazio grande demais da alma humana".

Lurie também é confrontado o tempo todo com seu lugar no mundo depois que alcança a idade madura, os conflitos próprios de quem está chegando à terceira idade e não aceita esse destino.



"Será que podem ser condenados por se agarrar até as últimas ao seu lugar no doce banquete dos sentidos?"

Não que Lurie se porte como um adolescente, ao contrário, ele apenas não se reconhece como as limitações de um homem de meia idade e não as aceita, e isso gera muitos obstáculos para que ele encontre satisfação pessoal.



"Depois de uma certa idade a gente simplesmente não é mais atraente, e ponto final. é se conformar e viver o resto da vida. Cumprir o mandato".

Mas não espere um desfecho inesperado, cheio de grandes acontecimentos e momentos marcantes. O livro termina do jeito que começou: uma história contada de forma seca, crua e realista. Enquanto,terminava de ler as últimas linhas do livro, mentalmente e, ao mesmo tempo, eu pensava que não ia dar tempo de acabar, que ainda teria muita coisa para acontecer, que aquele final era indigno, era quase cruel. E acabou. Como as palavras do Lurie não atingiam seus interlocutores como ele esperava, suas palavras cessaram e ele aceitou sua condição de homem em desgraça.


Gostou dessa resenha? Já leu ou tem vontade de ler o livro? Conte-me tudo nos comentários, eu adoro trocar ideias com vocês!


 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

#Tag: irmandade dos blogueiros

Fui Tagueada pela Priscila do blog Carioca do Interior para responder a uma tag e vou aproveitar que estou sem a menor criatividade para posts e fazer isso para ter o que postar.

O legal dessa tag é que vocês terão a oportunidade de me conhecer um pouco melhor, já que eu quase não falo da minha vida pessoal por aqui.

  1. Por que você criou o seu blog? O que te motivou? Eu tenho um outro blog que criei para postar sobre fotografia, mas acabei misturando vários assuntos pessoais e não estava dando muito certo. Criei um blog profissional para mostrar o meu trabalho como fotógrafa e acabei me perdendo nos assuntos, e, nesse meio tempo, comecei a cursar faculdade de Letras e esse assunto tomou força dentro de mim e hoje só consigo falar sobre literatura e sobre a minha faculdade. Eu sou assim, meio passional. Então senti a necessidade de criar um espaço para escrever sobre essa nova paixão e não ficar amolando as pessoas a minha volta. No blog tenho oportunidade de conhecer pessoas que curtem as mesmas coisas que eu, acho que isso resume o motivo da criação do blog.

  2. Você tem uma frequência certinha pra postar? Ou varia de acordo com as ideias? Varia de acordo com as minhas ideias e eu acho isso péssimo, mas, como ainda não consegui organizar um cronograma de postagens por assunto, vou levando assim, me perdoem a desorganização.

  3. Quais os seus blogs brasileiros preferidos? E os de fora?  Hoje em dia eu curto mais canais do Youtube, mas curto muito o blog Cinza e Laranja da Letícia porque ela tem um humor cítrico que me cativa, e também porque pensamos muito parecido. Gosto do blog Literature-se, da Mell Ferraz que é uma estudante de Estudos literários e faz umas resenhas mais técnicas que eu sou completamente apaixonada,  do TLT, da Tatiana Feltrin porque, né, gente, é a Tati, que não faz somente resenhas, mas ela comenta livros de uma forma que prende a atenção, e do Livrada, do Yuri que tem um sarcasmo contagiante em suas resenhas. Todos eles tem canais no Youtube e vale muito a pena seguir. O blog gringo que eu mais amo na vida na verdade o único é o da Luana do Le Happy.

  4. Qual tipo de post você mais gosta de escrever? Eu gosto de fazer resenhas mas estou um pouco enjoada de fazer isso. Eu quero começar a escrever mais sobre a minha faculdade mas ando meio receosa de escrever bobagens, então eu prefiro não escrever enquanto não me sentir absolutamente segura sobre o assunto.

  5. Na sua opinião, qual é o melhor dia da semana para postar? E horário? acho que os dias de mais acesso são os dias de semana, entre 17h e 19h, os meus dias mais produtivos são às quartas e sextas, e o dia que tenho mais tempo é domingo, mas nunca posto aos domingos, hehehe.

  6. Já passou alguma vergonha por causa do blog? Não sei, já? Contem-me sobre isso!

  7. Qual experiência mais bacana que a blogsfera já te proporcionou? Conhecer pessoas que pensam mais como eu porque 'tá difícil conviver com tanta gente estúpida na vida offline.

  8. Qual tipo de post você mais gosta de ler? Atualmente rotina de estudo e dicas de leitura.

  9. Quais são os seus canais no Youtube preferidos? Os citados no ítem 3.

  10. Se pudesse dar um conselho para alguém que vai criar um blog hoje, qual seria? Escreva sobre o que você ama, o que pulsa em seu coração. Não faça plagio, não mendigue comentários e seguidores, seja organizado e poste fotos bonitas.


Para responder a tag convido a Renata, do Mergulhando em Letras, a Thaina do Closet da Thai e a Vera do Extraordinariando.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O diário de Anne Frank

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O diário de Anne Frank é considerado um dos maiores livros de não ficção do mundo. Começou a ser escrito no dia 12.06.1942 por Anne, então com 13 anos de idade, e terminou no dia 01.08.1944, com seu último registro. Ela escrevia para si e, de início, não tinha maiores pretensões a não ser desabafar sobre o seu cotidiano. Contudo, em 29.03.1944, no auge da segunda guerra mundial e com as ocupações nazistas sobre a Holanda, ela ouviu na rádio local que o governo holandês coletaria os escritos e memórias das pessoas que viveram naquele período e, assim, decidiu editar seus escritos para uma publicação futura.


O livro é um registro pessoal da vida de uma adolescente judia de origem alemã que, acompanhada de sua família e de um grupo de amigos, fugiu da Alemanha para a Holanda e, para não se submeter às cruéis leis antissemitas de Hitler, foi obrigada a viver escondida num pequeno sótão de um prédio comercial por aproximadamente dois anos. Foi um longo período em que sussurrou para não ser descoberta, esteve privada da luz do sol, alimentou-se quase exclusivamente de batatas, teve restringida a liberdade de fazer suas necessidades fisiológicas, ouviu o som tenebroso das bombas que caíam sobre a cidade sem sequer cogitar buscar um abrigo mais seguro, e sobreviveu de favores de umas poucas pessoas que se dispuseram a arriscar suas vidas para esconder e alimentar esse pequeno grupo de judeus. Foi durante esses dois anos que Anne Frank manteve notas detalhadas dos anos iniciais de sua conturbada adolescência.


No começo do livro ela transmite a falsa impressão de que é uma criança mimada e prepotente, mas com o passar das páginas a adolescente conquista a atenção do leitor e se mostra uma menina que, apesar da pouca idade, possui muita maturidade para lidar com a situação calamitosa que se instaurou na sua vida e de sua família.


Anne era uma adolescente com todos os dramas e inseguranças próprios dessa fase da vida humana, com o bônus de encontrar-se num contexto de perseguição por causa da sua ascendência judia. Ela sofreu com suas alterações de humor, teve problemas de relacionamento com as pessoas, sentiu medo, teve pesadelos, ganhou esperança, apaixonou-se e, muitas vezes, nutriu sentimentos conflitantes por aqueles com quem conviveu, sendo essa uma forte marca presente em seus textos.


Percebemos seu crescimento pessoal fluir nas páginas do diário, que não deixa de transmitir esperança de uma vida normal apesar de toda a dificuldade enfrentada. E isto é o que mais chama a atenção: a enorme vontade de vencer a guerra e sair do pequeno cômodo para ganhar o mundo. Na verdade, Anne não tinha apenas esperança, ela tinha coragem e certeza que algo de bom aconteceria, e chegou, inclusive, a fazer muitos progressos para retomar a sua vida fora do quarto, como, por exemplo, estudar com afinco e aprender novos idiomas, tudo como parte do plano de se tornar uma grande escritora. Sua forma de escrever é envolvente e consegue tornar interessante a convivência entre oito pessoas dentro de um pequeno cômodo por um período tão longo de tempo.


É uma história que emociona por trazer o testemunho do crescimento de uma jovem com personalidade forte, ambiciosa e inteligente, que tinha enormes projetos e uma grande vontade de ser livre para contribuir com a humanidade através de seus textos, mas que teve a esperança ceifada pela crueldade e loucura do regime nazista. Uma história que deve ser contada para que jamais se repita.




[caption id="attachment_1512" align="aligncenter" width="534"]1594069-1658-atm14 manuscritos do diário[/caption]

[caption id="attachment_1520" align="aligncenter" width="584"]anne 3 Os ocupantes do quarto e seus benfeitores.[/caption]

 

[caption id="attachment_1523" align="aligncenter" width="600"]AFS_MA_Achterhuis-crop Fachada do prédio onde ficava o esconderijo[/caption]

 

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Dica de Filme: Como Estrelas na Terra, Toda Criança é Especial.

Oi, pessoal! Tudo certinho?


Realizei as primeiras provas da faculdade e tudo que posso dizer é: eu sobrevivi!


Sinceramente, quando ingressei no curso pensei que as provas seriam bem fáceis, mas me enganei e essa foi uma grata surpresa, porque eu não queria ter a sensação de que este curso é feito pra qualquer um passar, eu gosto de ser bem avaliada e saber que, se passei nas provas, foi por merecimento.


Bem, as notas ainda não saíram, mas assim que eu tiver o resultado contarei para vocês. ^_^


Em psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem recebemos como atividade substitutiva do Fórum 2, que inicia no dia 04 de abril, uma sugestão de filme para responder a um questionário. Eu sou muito ansiosa, e já me antecipei e assisti esse filme logo que recebi a indicação dele na disciplina, mas ainda não respondi o questionário, e deixei pra fazer isso aqui no blog, com vocês! Claro que para enviar o trabalho para a professora, vou incrementar, mas já fica aqui a minha dica de filme com a resenha em forma de questionário.


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Clique para assistir o Filme.


A ideia central do filme é a de que cada criança tem um talento e uma dificuldade que deverá ser superada com a ajuda de um professor atencioso e que esteja realmente disposto a ajudar. O filme mostra de forma sensível que a criança precisa do professor para ajudá-la a vencer suas limitações, e o professor precisa ficar atento para descobrir os múltiplos talentos dos alunos.


A primeira escola não foi capaz de identificar o problema de dislexia que Ishaan portava, então tentou aplicar-lhe métodos ortodoxos de aprendizagem que desestimularam o aluno e não proporcionaram-lhe o verdadeiro aprendizado.

Ishaan não prestava nenhuma atenção às  aulas porque ele não compreendia a maneira de ensinar que os professores apresentavam.  Sua família ficava decepcionada porque Ishaan não conseguia aprender e não conseguia identificar o real problema. A família culpava Ishaan, quando, na verdade, a escola era culpada por não ser capaz de identificar suas necessidades especiais de aprendizado.

Ao ser transferido para a segunda escola, Ishaan enfrentou algumas dificuldades. A maior dificildade para Ishaan, na minha opinião, e a que mais me chamou atenção foi a comunicação. Ele não conseguia comunicar para os professores as suas dificuldades, e os professores não estavam atentos, nem preocupados, com as dificuldades de Ishaan e transferiam para ele  a culpa pela dificuldade no aprendizado.

O método de aprendizagem utilizado na segunda escola baseava-se na exposição das matérias e aplicação de provas, e os alunos que não participavam das aulas e não alcançavam o resultado esperado eram punidos com castigos físicos. Tais métodos não contribuíam para a aprendizagem porque limitavam a criatividade dos alunos e não eram métodos flexíveis, ou seja, tais métodos não permitiam que alunos com necessidades especiais alcançassem o aprendizado pretendido pela escola.

Tudo transcorria de maneira caótica e desesperadora para Ishaan, quando a escola recebeu um professor de artes substituto. Esse novo professor identificou o problema de Ishaan e inseriu a forma lúdica de ensino, permitindo aos alunos exercerem sua criatividade. O professor novo também passou a cuidar pessoalmente do ensino de Ishaan,  atendendo às suas necessidades especiais. É lindo de se ver, eu aconselho assistir esse filme com lenços porque é muito emocionante.

5º período de Letras UFF/CEDERJ

Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpre...