sexta-feira, 10 de março de 2017

Parceria: Grupo Editorial Record

Para quem não acompanhou meu ataque de alegria na semana retrasada  lá no stories do instagram (se você ainda não me segue no @letrasextraordinarias está perdendo um monte de dica legal), aqui vai a novidade: agora o IG Letras Extraordinárias é parceiro do Grupo Editorial Record, e eu vou trazer essa parceria para o blog.


A partir de agora vamos ter mais conteúdo,  e mais indicações literárias para vocês.


Fiquem ligados que deve rolar sorteio também. 🤗

sábado, 4 de março de 2017

A casa das belas adormecidas, Yasunari Kawabata.

A casa das belas adormecidas

Autor: Yasunari Kawabata

Editora: várias (ePubr)

Ano: 1961


Sinopse:

Imbuída de um erotismo inusitado, esta obra, escrita em 1961, demonstra a maturidade estilística do autor, que se utiliza sua virtuose descritiva para contar a história de Eguchi, um senhor de 67 anos que frequenta a 'casa das belas adormecidas', uma espécie de bordel onde moças encontram-se em sono profundo, sob efeito de narcóticos. Apesar da idade avançada, o protagonista parte em busca dos prazeres perdidos e se depara com moças virgens, que os visitantes podem tocar, mas são proibidos de corromper. Daí derivam passagens antológicas de rememorações pessoais e fantasia. Kawabata procura desvendar o enigmático universo do corpo feminino em um culto ao belo e ao inalcançável, investigando as dores da solidão a partir da sutileza de um erotismo expressivo, constantemente atravessado por passagens de fina ironia e perturbadora consciência da passagem do tempo, do vazio existencial que permeia as relações humanas.


resenha-livro-casa-belas-adormecidas-3

 

Sabe um livro difícil de digerir? Então.

Peguei esse livro para a categoria um livro de um autor japonês do #desafiolivrada2017 e foi uma experiência um pouco angustiante.

A história é a seguinte: um senhor de idade procura uma casa que oferece companhia de jovens virgens para dormir. Mas dormir mesmo, nada de sexo. Mas as companhias são moças bem jovens, e elas estão nuas. E desmaiadas. E quando digo desmaiadas, na verdade quero dizer desacordadas, quase mortas: drogadas. Não veem nada e não sabem de nada do que está acontecendo ao redor. É assustador!


E nesse ambiente físico, que me pareceu frio de modo a favorecer o sentimento de solidão, ele passa algumas noites, cada noite na companhia de uma mocinha nua diferente, que ele não sabe o nome, a idade, nada. É "apenas" a companhia de um corpo feminino nu e indefeso, que ele sabe apenas que respira e dorme. E ao lado delas, ele reflete sobre sua vida, sobre seu vazio existencial, seus questionamentos e medos de homem idoso, e nos conta algumas poucas histórias de sua juventude. Dessa forma, sabemos muito pouco sobre o homem, e nada sabemos sobre as meninas, apenas que dormem indefesas.


Esse livro inspirou Gabriel Garcia Marquez a escrever "Memórias das minhas putas tristes" e é um clássico da literatura mundial. Mas eu não recomendo para todo mundo porque pode servir de gatilho emocional para pessoas mais sensíveis ao tema. Foi um livro que incomodou e fez-me refletir sobre diversos assuntos como violência sexual e emocional, velhice, solidão, suicídio, homicídio, existencialismo, empatia, morte, e muito mais.


Não é uma história dinâmica, mas um livro lento, que faz-nos refletir junto com o personagem. Apesar disso, é um livro curtinho e nada cansativo, então não precisa ter medo porque não é nada entediante. Para mim foi uma experiência enriquecedora e constatei, mais uma vez, que  autores japoneses são geniais.

sexta-feira, 3 de março de 2017

David Copperfield, Charles Dickens.


  • Capa dura: 1312 páginas

  • Editora: Cosac & Naify (13 de outubro de 2014)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8540507862

  • ISBN-13: 978-8540507869

  • Dimensões do produto: 17,6 x 12,8 x 7 cm

  • Peso do produto: 1 Kg



Sinopse


Um dos pilares da literatura ocidental moderna, Charles Dickens é até hoje fonte de inspiração para muitos escritores. Seu gênio foi admirado por Tolstói, Marx, Joyce, Kafka, Henry James, Nabokov, Orwell, Cortázar, entre muitos outros.
Semi-autobiográfico, David Copperfield foi publicado em forma de folhetim entre 1849 e 1850. O autor afirma, no prefácio ao livro, que, entre os inúmeros romances que publicou, este era seu “filho predileto”. A edição inclui textos críticos de Jerome H. Buckley, Sandra Guardini Vasconcelos e Virginia Woolf. Tradução de José Rubens Siqueira.



Primeiro livro do projeto #12calhamacos2017 já foi! E que "livrão", minha gente! Nos dois sentidos! 😄


david-copperfield



David Copperfield é uma semi-autobiografia do Dickens publicada em 1849/50. Conta a história de um órfão que perde seu pai seis meses antes de seu nascimento e, mais tarde, sua mãe casa com um homem muito duro e amargo, que prejudicará muito a vida de David e seu relacionamento com sua mãe. David, então, aprende desde muito cedo os horrores da solidão e da maldade humana, e enfrenta inúmeras dificuldades sem deixar que nada retire de sua essência sua doçura e inocência, que é tanta que a gente sente agonia por ele ser tão bonzinho e confiar em todo mundo que se apresenta como amigo.


O livro é narrado em primeira pessoa e traz vários personagens, cada qual com seus dramas, personalidade, histórias muito bem delineadas e que receberão um desfecho final muito bem amarradinho, contribuindo para o fim harmônico da história do narrador. A narrativa conta a história de David desde seu nascimento até a vida adulta, e passeamos pela Inglaterra do Séc XIX com todos os problemas e dificuldades enfrentados por ele naquela sociedade. O amadurecimento do personagem é tão nítido e tão bem feito que podemos nos sentir verdadeiros expectadores de sua vida. Senti pena, raiva, amor, alegria, tantos sentimentos que sequer consigo expressar. É uma grande viagem e vale a pena degustar sem pressa, deixando a história crescer junto com seu narrador, vivenciando com ele todos os seus dramas pessoais e de seus amigos.


Eu já estou com saudades de todos!


Leitura mais que recomendada, obrigatória para todos os amantes de um bom clássico

Sono, Haruki Murakami.

Detalhes do produto




  • Capa dura: 120 páginas

  • Editora: Alfaguara; Edição: 1ª (11 de março de 2015)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8579623758

  • ISBN-13: 978-8579623752

  • Dimensões do produto: 21,2 x 14 x 1,4 cm

  • Peso do produto: 358 g




Sinopse:


“É o décimo sétimo dia que não consigo dormir.” Ela era uma mulher com uma vida normal. Tinha um marido normal. Um filho normal. Ela até podia detectar algumas fissuras nessa vida aparentemente perfeita, mas nunca chegou a pensar seriamente nelas. Até o dia em que deixou de dormir. Então, o mundo se revelou. Um mundo duplo de sombras e silêncio; um mundo onde nada é o que parece. E onde ela não pode mais fechar os olhos. Sono é um conto de Murakami inédito no Brasil, com ilustrações de Kat Menschik.



Sono, do Haruki Murakami, foi minha primeira leitura desse 2017 que já chegou me dando um soco na boca.


Uma mulher tem paralisia do sono pela primeira vez e depois disso  fica dezessete dias sem dormir. Simples, não?


Não.


"...Fechei os olhos para me lembrar de como era a sensação de dormir. Mas a única coisa que existia para mim era uma vigília na escuridão. Uma vigília na escuridão que se associava à morte...Será que a morte não seria uma escuridão profundamente consciente e infinita como a que estou presenciando agora? A morte pode ser uma eterna vigília na escuridão...Se a morte é isso, o que devo fazer? O que fazer se a morte é um eterno estado de consciência, restrito a observar em silêncio essa escuridão?".


Comecei após a virada, na madrugada do dia 1°, li por uns 20 minutos e apaguei. Depois peguei novamente no final da noite do mesmo dia, início do dia 02 de janeiro, e terminei em mais ou menos 1h. É livro pra ler em uma sentada, mas que ecoa. - Volta aqui, Murakami, quero saber o que  você pensando,  foi o que pensei. Por ler no digital, fiquei preocupada de estar incompleto. - cadê o resto da história? Eita porra, vou no skoob.


Nada. Foi isso mesmo. Acabou assim e  você que se vire pra dar um sentido a isso - foi a resposta do autor, na minha cabeça, é claro.


To de cara até agora, e adorei.

5º período de Letras UFF/CEDERJ

Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpre...