É a minha filha peluda que hoje tem uma conta no Instagram só dela, onde posto algumas fotos que faço cotidianamente, minha melhor modelo.
Com vocês, Amy, a minha filha shihtzu!














Em janeiro eu pedi que alguns leitores do Instagram deixassem perguntas que seriam respondidas no Youtube, pois pretendia fazer um canal para o blog. As perguntas foram realmente muito boas e eu decidi esperar para ter um pouquinho mais de bagagem para responder e não dizer bobagens, Mas o problema é que eu não me dou bem com vídeos e descobri isso da melhor maneira possível: experimentando. Pois é, pessoal, eu não me dou nada bem gravando vídeos, cheguei a gravar uns cinco vídeos e apaguei, não rolou mesmo. =( E eu fiquei muito triste comigo mesma e envergonhada por não ter conseguido atender às expectativas das pessoas que me acompanham, e que estavam esperando pelas respostas. Mas sempre há tempo para consertar nossos erros e resolvi fazer um post respondendo a todas as perguntas que foram postadas para mim no dia 15.01.2017 lá no meu Instagram. Se você ainda não me segue, aproveita pra apertar aquele botãozinho azul e acompanhar minha vida acadêmica e literária porque eu posto bastante coisa que pode ser útil para você.
Vamos às perguntas e respostas!

No primeiro período temos uma disciplina com aulas obrigatórias, que devem ter pelo menos 50% de frequência, que é informática. Essa matéria é obrigatória para todos os cursos. Mas existe um teste de proficiência que é feito logo no começo do curso e que, se aprovado, o aluno não precisa frequentar as aulas, apenas fazer as provas.

Eu ainda não estou fazendo estágio porque estou no segundo período mas, pelo que eu já andei sondando com os colegas mais avançados, não tem muito mistério. O aluno acompanha um determinado número de aulas semanais na rede pública de ensino, em colégios conveniados com a Universidade, e faz relatórios sobre essas aulas. Quando eu estiver cursando essa matéria farei um post específico para ela.

Temos quatro blocos de provas no semestre, sendo duas a distância e duas presenciais, que sempre acontecem aos finais de semana. Temos, ainda, tutorias presenciais que são de livre escolha do aluno, ou seja, ele vai se quiser. Se não quiser ou não puder, ele pode utilizar as tutoria a distância, pela plataforma ou telefone.
A forma de Ingresso é através do Enem ou vestibular. Todas as informações sobre o ingresso estão na página http://cederj.edu.br/cederj/.

Forma de ingresso por Enem ou vestibular. Optei a distância porque esta é a minha segunda graduação, e eu já fiz duas pós graduações presenciais, vários cursinhos e não suportaria enfrentar engarrafamento, filas, aulas todos os dias e etc. Quanto à absorção do conteúdo, acredito que, se o aluno estudar mesmo, absorverá muito mais do que o aluno presencial padrão. O aluno do EAD não tem opção, ele não tem como entrar numa sala e fingir que está prestando atenção para tentar absorver "por osmose", através de conversas com outros alunos ou até mesmo ouvindo as aulas sem dar muita importância. De alguma forma o aluno presencial está inserido naquela atmosfera e acaba aprendendo alguma coisa, mesmo sem estudar, o que não acontece com o aluno EAD, que tem que ler o material que lhe é fornecido senão não consegue sequer entender as provas.
A carga horária total obrigatória do meu curso é de 2.835 horas e eu estou apenas AMANDO de paixão. É a realização de um sonho! A dica que eu dou é não deixar acumular o conteúdo porque eu já fiz isso e depois chorei de nervoso porque não deu tempo de colocar a matéria em dia. Então, a grande sacada para estudar a distância é seguir o cronograma que a faculdade fornece aos alunos. Para quem quer começar EAD: comece logo! Aproveite o máximo da faculdade, pois você terá tempo suficiente para fazer as atividades extracurriculares, e não deixe o conteúdo acumular.

Às vezes tem uma ou outra apostila com uma linguagem difícil, mas os tutores dão todo o suporte através da plataforma. E quando eles não dão, a gente reclama, fica em cima, e eles aparecem para ajudar. É um ou outro tutor que não responde, isso realmente pode acontecer. Mas no geral temos bastante apoio.

Amiga que o EAD me deu me trollando, preciso responder? Adoro demais!


Vantagens: não perco tempo no trânsito, não gasto passagem, nem xerox porque o material está todo em pdf na plataforma, escapo de aulas ruins, de colegas impertinentes e aproveito todo o tempo que tenho para realmente estudar.
Desvantagens: perco a convivência com os colegas (a dor e a delícia), as dúvidas não são respondidas na hora e a solidão pode desanimar. Por isso criei esse espaço, para não me sentir tão sozinha e dividir minhas alegrias e tristezas com vocês. <3
A segunda parte da pergunta eu já respondi acima, ok? ;)

Sim, temos muitas leituras técnicas que atrapalham as leituras de ficção. Não sei se tira a criatividade, no meu caso acho que aguçou. Acredito que isso vai muito de cada um.

A gramática é fracionada e está espalhada pelas matérias. Vemos a parte da linguística, fonética, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, produção textual, tudo separadinho e sob diversas óticas. Não sei se era isso que a Letícia queria saber; se não era, entre em contato comigo, Letícia!

Eu quero ser professora de Português e Literatura e, quem sabe, trabalhar com crítica literária, mas ainda estou estudando as possibilidades. O curso a distância tem a mesma validade, inclusive conheço colegas que se formaram pelo CEDERJ e hoje estão no mestrado da UFF e com matrícula no Estado. Tudo normal!

Eu curso Licenciatura.

Meu curso é semestral. eu escolhi o curso porque eu amo ler, aquele clichêzão. rsrs. Eu tenho mais afinidade com Literaturas.
Minha grade é assim:
1º período:
BASES DA CULTURA OCIDENTAL OB 60
INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA OB 75
LINGUÍSTICA I - INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS LINGUÍSTICOS OB 60
PORTUGUÊS I - TEXTO: DA LÍNGUA AO DISCURSO OB 60
2º período
LINGUÍSTICA II - GRAMÁTICA GERATIVA E AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM OB 60
LITERATURA BRASILEIRA I - INTRODUÇÃO À CULTURA E À LITERATURA OB 60
PORTUGUÊS II - SINTAXE DO PERÍODO SIMPLES OB 60
TEORIA DA LITERATURA I OB 60
3º período
LINGUÍSTICA III - ESTUDOS DO TEXTO E DO DISCURSO OB 60
LITERATURA BRASILEIRA II LITERATURA E SOCIEDADE NA CULTURA OB 60
PORTUGUÊS III - SINTAXE DO TEXTO OB 60
TEORIA DA LITERATURA II OB 60
4º período
LATIM GENÉRICO - NOÇÕES BÁSICAS DE LÍNGUA LATINA OB 60
LITERATURA BRASILEIRA III - O REGIONAL E O UNIVERSAL OB 60
LITERATURA PORTUGUESA I - IDENTIDADE, TERRITÓRIO, DESLOCAMENTO OB 60
PORTUGUÊS IV - MORFOLOGIA OB 60
PRÁTICA DE ENSINO I - DIDÁTICA OB 60
5º período
CRÍTICA TEXTUAL OB 60
LITERATURA BRASILEIRA IV - ESCRITAS DA SUBJETIVIDADE OB 60
LITERATURA PORTUGUESA II - AMOR, EXISTÊNCIA, ESCRITA OB 60
PORTUGUÊS V - FONÉTICA E FONOLOGIA OB 60
PRÁTICA DE ENSINO II OB 60
6º período
ESTÁGIO SUPERVISIONADO I OB 60
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO I OB 60
LITERATURA BRASILEIRA V - VANGUARDA E TRADIÇÃO OB 60
LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA I OB 60
PORTUGUÊS VI - GÊNEROS DISCURSIVOS E PRÁTICAS TEXTUAIS OB 60
7º período
ESTÁGIO SUPERVISIONADO II OB 90
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO II OB 60
LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA II OB 60
LÍNGUA ESTRANGEIRA INSTRUMENTAL I - INGLÊS, FRANCÊS, ESPANHOL OB 60
PORTUGUÊS VII - ESTUDOS DE DIACRONIA OB 60
8º período
ESTÁGIO SUPERVISIONADO III OB 120
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO III OB 60
LÍNGUA ESTRANGEIRA INSTRUMENTAL II - INGLÊS, FRANCÊS, ESPANHOL OB 60
PORTUGUÊS VIII - PORTUGUÊS DO BRASIL OB 60
9º período
ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV OB 150
LIBRAS I OB 30
LINGUÍSTICA IV - CONTRIBUIÇÕES DA LINGUÍSTICA PARA O ENSINO OB 70
ATIVIDADES COMPLEMENTARES AC 200
INTRODUÇÃO À SEMÂNTICA O 60
LINGUÍSTICA V - PRÁTICAS DE LEITURA O 60
LITERATURA COMPARADA O 60
LITERATURA INFANTO-JUVENIL O 60
LUGAR, AMBIENTE, ARTES O 60
MATRIZES DE CULTURA E LITERATURAS ANGLÓFONAS O 60
MATRIZES DE CULTURA E LITERATURAS HISPÂNICAS

Até agora já li Ilíada, Odisseia, Eneida, Édipo Rei, Lisístrata de Aristófanes, Confissões de Santo Agostinho, Nuvens de Aristófanes, Apologia de Platão, Martírio de São Policarpo, Os Lusíadas, Aula de Roland Barthes, Auto da Índia de Gil Vicente, Viagens na minha Terra de Almeida Garret, A ilustre Casa de Ramires, de Eça Queirós (falta ler o primo Basílio Os Maias, Uma Campanha Alegre, que não deu tempo e lerei nas férias), O livro de Cesário Verde (ainda não li todo), Dom Quixote, Cem anos de solidão (estou lendo para uma prova). Acho que foram esses.

Tempo! Comodismo mesmo, porque eu tenho 17 anos de advocacia e não saberia lidar com a sala de aula como aluna novamente.

Eu curso Licenciatura, estarei apta a trabalhar como professora, revisora, redatora, enfim, todas as áreas abrangidas por um curso de Letras com ênfase em Literaturas.

Eu entrei pelo vestibular, mas acredito que entrar pelo Enem seja mais fácil. Minha habilitação é Letras Português-Literaturas, eu não quis fazer nenhuma língua mas, se eu quiser, posso cursar mais um ano presencial. Ainda não sei bem como se faz isso, mas pretendo cursar Francês ou Russo depois de me formar, ainda estou pensando sobre isso.
Não existe esse crime, ok? Isso não está tipificado na nossa legislação como crime, e na UFF eles não carimbam com EAD atrás do diploma, acho que a Universidade que faz isso é a UERJ. Mas, sinceramente, não vejo absolutamente nada demais nisso, tenho o maior orgulho do mundo em estudar pelo sistema EAD. <3

Em princípio penso em fazer concurso para professora. Sim, tem diversos concursos.

Olha, é uma decisão difícil, mas eu tentaria um mestrado em Literatura Portuguesa (meu sonho ahahah). Então, o curso é só amor, estou cada dia mais apaixonada, zero frustração. Direito é frustração, Letras é muito amor! <3

Estou fazendo iniciação científica com alguns alunos da presencial e eles usam o material do EAD para tirar dúvidas, então acho que o meu curso é até melhor que o presencial. :) Brincadeiras à parte, acho que os dois cursos são excelentes.

Meu Pólo é em Nova Iguaçu e eu moro em Niterói, mas aqui não tem Letras. =/
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Ufa! Acho que respondi tudo! Se alguém ainda tiver alguma dúvida, pode perguntar que eu tentarei fazer outro post respondendo.
Não esqueçam que todas as informações sobre o ingresso estão na página do CEDERJ: http://cederj.edu.br/cederj/.
Beijo grande pra todo mundo!

Sinopse:
É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.
Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.
Anne é uma mulher forte, inteligente, que casou com Marco, um homem bonito e de parcos recursos, que tenta manter a família sem a interferência dos pais de Anne, que são milionários. Eles tiveram uma filha há seis meses e juntos estão lidando com a depressão pós parto de Anne, que, após o nascimentos da filha, está afastada do emprego, sentindo-se fora do padrão de beleza, desleixada e aprendendo a lidar com a maternidade. Marco está tentando entender a doença da esposa e faz de tudo para ajudá-la, mas sente-se cada vez mais repelido e impotente.

O casal contratou uma babá que não pode comparecer na noite em que eles resolvem tirar uma folga para comparecerem em uma festinha de aniversário na casa do vizinho. Como as casas são geminadas, ou seja, coladas uma com a outra, o casal resolve ir a festa assim mesmo, e se revezam de meia em meia hora para olhar a filha, Cora. Anne não está muito confortável com essa ideia, mas aceita sob a insistência de Marco, que pondera sobre a necessidade dos dois divertirem-se um pouco sozinhos, na esperança de que isso também ajude sua esposa, o que parece plausível para Anne naquele momento.

A noite não corre muito bem porque Anne percebe um flerte entre a vizinha e seu marido, o que a deixa ainda mais desconfortável e instável mas, como ela bebeu um pouco de vinho, tem dúvidas sobre a sua percepção da realidade, então obriga Marco a acompanhá-la de volta para casa. Quando estão saindo da casa dos vizinhos para entrar na casa deles, Anne percebe que a porta da frente da casa está entreaberta, e corre para ver Cora. Anne constata que a filha sumiu.

O casal fica desesperado e chama a polícia, e a partir desse momento vira alvo da desconfiança da polícia, dos vizinhos, parentes e da opinião pública. Como eles puderam deixar a filha de seis meses dormindo sozinha enquanto se divertiam em bebedeira na casa dos vizinhos? Será que Anne matou a própria filha numa crise psicótica? será que Marco encobriu o crime para salvar sua esposa? Essa é a imagem que o casal passa a ter na comunidade, e vira alvo das investigações do detetive Rasbach e sua equipe.

A partir daí temos a história se desenvolvendo sob diversos pontos de vista. O narrador onisciente nos apresenta as percepções dos fatos por Anne, Marcos e Rasbach, e vai esmiuçando cada lampejo de ideia que surge na mente de cada um, colocando suas dúvidas diante dos nossos olhos para serem sanadas, ou não.

O desenvolver da trama se dá num ritmo frenético que impede o leitor de interromper a leitura, pois os capítulos são curtos e muito ricos de reflexões e de novas peças que vão se encaixando para formar a convicção sobre a cena. Mas a cada nova pista, a cada revelação de segredos que cada um esconde, o leitor é levado a uma nova chave que pode abrir a próxima porta para desvendar o mistério.
Minhas impressões de leitura

Eu comecei a leitura bastante cética porque não costumo ler thriller psicológico, então não sabia muito bem o que esperar. Fui pega logo nas primeiras páginas, e não consegui mais largar. Li o livro em menos de 24h porque os capítulos são curtinhos e a narrativa é muito rápida, te dá a informação sem entregar todo o jogo, deixando um ar de mistério muito envolvente, mas sem cair na mesmice.

Tudo ia muito bem até o enigma começar a ser desvelado. Acho que a autora poderia ter nos revelado a autoria do sequestro da mesma forma que nos foi entregando as primeiras pistas, e não revelando quase tudo na metade do livro. Quando descobri como o rapto tinha se dado fiquei um pouco decepcionada. Não por ser previsível, mas pela forma como foi contado. A cena da revelação é muito simplória, e me tirou um pouco da imersão. Foi como virar uma chavinha no meu cérebro e me avisar: ei, isso é ficção!
Após a revelação da autoria, a narrativa segue no mesmo ritmo frenético, e o leitor tem a sensação de que ainda não sabe tudo o que aconteceu. Essa foi uma parte interessante, porque aguçou ainda mais a minha curiosidade.
Mais elementos vão sendo adicionados ao desfecho, e é como se a história fosse "desembaçando" até alcançarmos com nitidez tudo o que estava encobertos pelas mentiras e manipulações que nem mesmo o leitor, com todas as informações e pontos de vistas de todos os personagens, conseguiria enxergar por si só.
Mas o final foi impactante demais. Era previsível, por todo o contexto histórico da personagem, que agisse daquele jeito, mas era mesmo necessário? Senti que ficou algo fora do eixo, que não se encaixou com o rumo dos acontecimentos. Por outro lado, não era algo impossível de acontecer, era algo de certa forma até previsível, mas a cena que o motivou não teve muito sentido para mim. E outros fatos que foram acrescentados, meio que para preencher o final, sem muito detalhamento de como aconteceram para culminar no ponto central, deixou uma impressão de efeito Frankenstein, uma história enxertada pelas beiradas, apenas para encaixar personagens que tiveram uma certa importância e foram perdidos pelo caminho.
Eu realmente gostei de acompanhar toda a trama, de desvendar o mistério junto com as personagens, e consegui me inserir facilmente dentro da narrativa. Senti como se estivesse lá dentro, observando cada passo, respirando aquela atmosfera sombria, cheguei a sentir uma certa falta de ar em determinado momento, pela agonia que uma das personagens estava passando, tive muitos sentimentos conflituosos, me conectei facilmente com as personagens durante a leitura e, no geral, essa foi uma experiência muito prazerosa para mim.
A autora foi advogada e professora de inglês antes de tornar-se escritora. O livro é seu primeiro Thriller e foi finalista do Goodreads Choice Awards na categoria mistério e Thriller e figurou várias semanas na lista dos mais vendidos do New York Times.[/caption]
Pink Floyd é uma banda britânica formada em 1965 por Bob Klose, Roger Waters, Syd Barrett, Nick Manson e Richard Whright. Klose, na verdade, somente gravou uma demo com a banda e logo saiu da banda e, posteriormente, Barrett foi substituído por David Gilmour. Essa formação permaneceu ativa com altos e baixos até 1985 (teve a saída de Richard Whright em 79 também, portanto ele não participou do The Final Cut), quando, então, se dissolveu. Eu não gosto do trabalho da banda sem o Roger, por isso não incluí nessa lista nenhuma música produzida pelo Pink Floyd 1987 LTDA.
No mês passado a revista Bula publicou uma lista com as dez melhores músicas do Pink Floyd na opinião de seus leitores. Eu achei a lista extremamente clichê, apresentando apenas as músicas mais famosas da banda, o que, muito provavelmente, não reflete a opinião dos fãs.
Como fã da banda resolvi criar a minha própria lista, pegando uma música de cada disco, e esta é, na minha opinião, a melhor maneira para quem estava em coma nos últimos 40 anos conhecer a banda em sua raiz.
Vamos lá?
(Para ouvir as músicas, clique no link que direcionará para o Spotify).
1- Astronomy Domine - The Piper at the Gates of Down
Essa é a primeira música do primeiro álbum da banda. É um disco pouco festejado, o que acho um verdadeiro desperdício porque, na minha opinião, é um dos melhores discos da banda. Desse disco eu também gosto muito de Lucifer Sam, mas pela letra escolhi Astronomy Domine, que foi escrita por Syd Barrett e é, talvez, a letra mais psicodélica da de todas.
2- Set The Controls for the heart of the Sun - A Saucerful of Secrets
Essa música é simplesmente sensacional e dizem que o álbum é o preferido do Nick Manson. Foi o álbum de duas estreias maravilhosas: do Gilmour como componente da banda e do Waters como letrista.
3- Cymbaline - More
Esse disco é uma "doideira". Ele foi concebido para ser a trilha sonora do filme de mesmo nome, e a música mais conhecida do disco é Green is the color, mas eu sou do contra e vou indicar essa música que tem uma letra e uma melodia fantásticas.
4- The Narrow Way, Pt 3 - Ummagumma
O disco Ummagumma é um álbum duplo lançado em 1969 sendo que o primeiro contém músicas ao vivo de álbuns anteriores, e o segundo é composto de músicas inéditas compostas por cada membro da banda. apesar de ser viúva confessa do Waters, dessa vez ficarei com uma composição do Gilmour.
5- Fat Old Sun - Atom Heart Mother
Essa é de uma suavidade na voz, uma delicadeza dos acordes e tem uma letra que fazem dessa música uma verdadeira obra de arte que não deveria ser ignorada pelo grande público.
6 - Echoes - Meddle
Echoes é clichê? é. Mas é visceral. Não há muito o que falar, só sentir.
7 - Wot's... Uh, The Deal - Obscures by Clouds
Esse é um dos discos mais ignorados da banda, mas contém composições belíssimas, basta um pouquinho de boa vontade.
8 -The Great Gig in the Sky - The Dark Side of the moon
Para escolher uma música do The dark side of the moon foi uma tarefa difícil demais. Primeiro porque eu considero o disco uma única música que se divide em partes (me julgem!). Sim, essa é a interpretação que eu faço do disco, a mesma que faço do The Wall, que falaremos mais abaixo. Mas para SIGNIFICAR, porque eu preciso escolher uma única música, com letra e sonoridade, fico com The Great Gig in the sky.
O que falar de Shine On (para os íntimos)? É quase um hino. Não existe a menor possibilidade dessa música ficar de fora de qualquer lista.
10 -Dogs - Animals
Está aí um disco difícil para se escolher uma única música, eu apenas gosto de todas. Mas Dogs é uma outra categoria de música, não só pela letra profunda e um pouco surrealista, como pela harmonia dos diversos sons que se misturam a melodia da canção. É preciso paciência para escutar uma música de quase 20 minutos, então aconselho apagar as luzes, deitar-se confortavelmente, e não se preocupar em dormir porque na hora certa você será acordado.
11 - Confortably Numb - The Wall
Para o The Wall tenho a mesma teoria que criei pro TDSOTM: é uma música só divida em partes. Na verdade o The Wall é uma peça/ópera dividida em atos. Ah, Roger é genial! Fiquei em dúvida entre The Happiest Days of our lives e Young Lust, ou até mesmo Vera, mas nessa tenho que concordar que não há nada comparável a Comfortably Numb.
12 - The Final Cut - The Final Cut
O último disco da banda é, também, um dos meus favoritos. Parece uma continuação do The Wall, mas para alguns ele é praticamente um álbum solo do Roger. Outro questionamento que se faz é com relação a não participação do Richard Wrigth, o que traz questionamentos sobre ser ou não um trabalho do Pink Floyd, mas contém verdadeiras pérolas que devemos apreciar sem moderação, como a música que dá título a obra.
Link da playlist completa: Pink Floyd by Chris
E aí? gostaram das indicações? Se você não conhecia as músicas e gostou de alguma, deixe aqui embaixo o seu comentário que será muito importante para mim saber a tua opinião. Se você não concorda com as minhas escolhas, mostre-me as tuas! Só não me venha falar mal do trabalho do Roger, porque pode dar briga.

As origens da influência internacional de um dos ditadores mais temidos do mundo.
Nos anos 1930, já tendo se tornado em tudo um ditador, Stalin empregava o terror como método de governo, justificando-o como maneira de preservar a revolução dos ataques de seus inimigos internos e externos. Ao mesmo tempo, fomentava um culto à liderança que o transformou em uma espécie de deus, a inspirar ativistas e simpatizantes ao redor do mundo. Com base em numerosos documentos originais russos e outras fontes do Leste Europeu, liberados após o fim da União Soviética, além de muitos outros documentos alemães, americanos e ingleses, o historiador best-seller Robert Gellately delineia as origens da crescente influência internacional do tirano, que se inicia nos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial e permanece mesmo após sua morte, em 1953. O autor ainda examina o papel central desempenhado por Stalin – com consciência estratégica – no trabalho de implementar o comunismo na Europa e em todo o mundo, de maneira que, ainda hoje, muitos milhões de pessoas aguentam nos ombros seu legado – ou sua maldição.
O autor canadense é professor da Universidade Estadual da Flórida, especialista na Alemanha Nazista, e utilizou fontes da Alemanha, Grã-Bretanha, especialmente dos EUA ,e algumas soviéticas, cedidas após o término da Guerra Fria. Em sua obra, defende que Stalin foi o grande responsável pelo início e continuidade da Guerra Fria, e não os EUA, como a maioria entende. O autor não admite nem mesmo uma culpa conjunta entre as duas potências, o que já traz uma grande problemática para a obra.

O livro traz centenas de referências bibliográficas em sua parte final (notas), o que traz um certo peso à obra, mas confesso que não pesquisei sobre elas. É dividido em três partes: a primeira traz o desenvolvimento e estabelecimento da União Soviética e da Segunda Guerra Mundial. a parte dois contém um compêndio do pós-guerra, contando como se deu a negociação entre as nações, e a parte três que se dedica à Guerra Fria, falando do regime socialista em diversos países da Europa e Ásia.
Essa última parte contém bastante indicação bibliográfica.[/caption]Como curiosidade, o termo "Maldição" utilizado pelo autor se refere à sua análise sobre o pós guerra, quando Stalin aproveitou-se do contexto sócio-econômico para estender sua zona de atuação, juntamente com práticas de censura e repressão. O autor também explica que essa maldição significa a dificuldade que os países ligados ao conjunto soviético tiveram para tentar melhorar sua economia, tudo por culpa única e exclusiva de Stalin, o que não deixa de ser uma opinião tendenciosa, que desperta muitos questionamentos.
Na mesma linha de raciocínio, Gellately denomina Stalinização ao estilo repressor de expansão soviética ao mesmo tempo em que censura os EUA, que, na sua visão, ficaram inertes frente à expansão comunista, mas, em contrapartida, ovaciona a interferência americana na Coreia e aceita que todo o quadro histórico do pós guerra auxiliou as ações stalinistas, tendo em vista a pressão que o povo americano fez para o retorno dos soldados à sua nação, enquanto a Grã-Bretanha encontrava-se quebrada economicamente.
Outra problemática encontrada no livro é a opinião pessoal do autor quanto ao caráter de Stalin. Ele não admite a possibilidade de uma psicopatia ou qualquer transtorno de personalidade, mas acredita que toda violência cometida era fruto da própria ideologia comunista, ou seja, foi fruto de como Stalin absorveu e interpretou a doutrina Marxista, deixando subentendido que a doutrina marxista propaga a violência como forma de dominação. Essa percepção deixa de fazer sentido se utilizarmos a mesma premissa para a análise de todo o mal causado pelo nazismo de Hitler, um ditador nacionalista de extrema direita.
Em Teerã, Stalin soou como se confiasse em seus aliados e estivesse ávido por cooperação. Mas seu desprezo por eles não tinha limites. O histórico está repleto de exemplos, como um de março de 1944, quando falou para visitantes comunistas Iuguslavos. Disse-lhes que não se enganassem em relação às suas relações cordiais com Roosevelt e Churchill, por ele equiparados a batedores de carteira capitalistas. Aconselhou seus convidados a não "amedrontarem" os aliados ocidentais, com isso querendo dizer "evitar qualquer coisa que pudesse alarmá-los a ponto de pensarem que uma revolução se processava na Iuguslávia ou uma tentativa de controle comunista". as atitudes e ambições políticas de Stalin eram imutáveis, a despeito de quaisquer gestos de amizade que ele pudesse fazer. (pág. 100)

Eu julguei muito arriscada a leitura dele em diversos ângulos. Deixo aqui bem claro que não tenho qualquer apego, admiração, empatia, inclinação ou atração pela memória de Stalin, mas essa interpretação de Gellately sobre as responsabilidades prioritárias da URSS pela Guerra Fria me parece uma reprodução da historiografia conservadora dos anos 50, e sua posição claramente de direita compromete bastante confiabilidade da obra.
Se você se interessou por esse livro, mesmo que discorde das opiniões do autor, e deseja adquiri-lo para melhor confronto de ideias, pode comprar neste link pela Amazon, assim você ajuda o blog a crescer e não paga nada a mais por isso.
A partir de agora vou postar aqui no blog algumas fotografias aleatórias do meu dia-a-dia para vocês me conhecerem um pouquinho através de como vejo a vida.
Olhando as pastas antigas achei essas fotos, de quase dois anos atrás, quando viajamos para uma cidadezinha aqui do Rio de Janeiro chamada Lumiar, para comemorar meu aniversário de 40 anos. Fica pertinho de Friburgo, na Região Serrana. As fotos foram feitas na Pousada Pouso do Tiê.














Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpre...