sexta-feira, 28 de julho de 2017

Terceiro período de Letras da UFF – EAD/CEDERJ

Esse semestre eu vou estudar matérias do terceiro, quarto e quinto período, mas deixarei uma do terceiro período de fora: Literatura Brasileira 2, pois a prova desta disciplina coincide com a de Literatura Portuguesa 2 e estou dando preferência para esta última por conta do meu ingresso no PIBIC.

Terminei o semestre passado me prometendo que só pegaria quatro matérias porque fiquei exausta cursando sete no período passado, mas, quando abriu a inscrição, não resisti...e estou com seis matérias para esse semestre.

A grade ficou assim:

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Vejamos as ementas das disciplinas.

Português III – sintaxe do texto (3º período)


carga horária: 60 h.


Classes de palavras e sintagmas: funções sintáticas, semânticas e discursivas. Períodos compostos e/ou complexos. Sintaxe e recursos de expressão. Exercícios de reescritura de textos, leitura e atividades de produção textual. Aplicação do estudo da sintaxe ao ensino fundamental e médio.


Linguística III – estudos do texto e do discurso (3º período)


carga horária: 60 h.


Análise do discurso: pressupostos teóricos e procedimentos metodológicos. Sujeito, história e ideologia. Dentidades sociais e relações interpessoais, organização discursiva e condições de produção. Abordagem semiótica para a análise de textos. A noção de texto. Níveis de leitura de um texto. Coesão e coerência. Intertextualidade e interdiscursividade. Contribuição das teorias do discurso e do texto para o ensino de língua materna.


Teoria da literatura II (3º período)


carga horária: 60 h.


As disciplinas do campo dos estudos literários: retórica, poética, história da literatura, crítica literária. Especificidade da teoria da literatura entre as disciplinas do campo dos estudos literários. Correntes da teoria da literatura. Relações da teoria da literatura com outras áreas do saber. Teoria da literatura e ensino de literatura.


Literatura brasileira III – o regional e o universal (4º período)


carga horária: 60 h.


- a convenção retórica e o contexto histórico-social na caracterização da poesia neoclássica do século XVIII - a invenção da identidade nacional brasileira no século XIX: o nacionalismo pitoresco e o nacionalismo crítico.


- as relações de influência e trocas culturais entre a literatura brasileira e a européia no movimento modernista.


- o regionalismo transnacional de Guimarães Rosa no contexto latinoamericano.


Literatura portuguesa II – amor, existência, escrita (5º período)


carga horária: 60 h


Apresentação da literatura portuguesa, com foco no estudo da produção lírica, através de três eixos temáticos - subjetividade, amor e existência - com vistas a problematizar as questões do lirismo; alteridade, erotismo, temporalidade, finitude e transcendência; corpus mínimo: trovadorismo, Luis de Camões (lírica), Bocage, Almeida Garrett, Antero de Quental, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca e Jorge de Sena. Algumas notícias sobre a produção lírica mais contemporânea. Práticas educativas: aplicação ao ensino e à pesquisa.


Crítica textual (5º período)


carga horária: 60 h.


Introdução à crítica textual com ênfase na crítica textual de autores modernos como Eça de Queirós e Machado de Assis. Problemas relacionados com a flutuação terminológica da área: filologia, ecdótica, textologia. Conceitos e metodologias. Distinção entre crítica textual antiga e crítica textual moderna. A influência da crítica genética.


 Como vocês podem ver, a carga de leitura será absurda, por isso deixarei de lado outros projetos de leitura que me auto desafiei e passarei ao plano inicial do blog, que é apresentar aos leitores as leituras da faculdade de Letras da UFF.


Então, a partir de agora vocês só verão por aqui e no Instagram as leituras da minha faculdade e das parcerias que ainda mantenho, e todas serão devidamente sinalizadas. No menu superior vocês encontram a barra Facudade EAD, onde está tudo o que é relacionado à minha faculdade, inclusive as leituras,  e na barra Resenhas vocês encontram leituras diversas.


Então é isso, agora vou estudar porque o que não falta é coisa pra ler!


Até mais.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A Senhora de Wildfell Hall, Anne Brontë.


  • Capa comum: 504 páginas

  • Editora: Record (8 de maio de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8501080691

  • ISBN-13: 978-8501080691

  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 2,8 cm

  • Peso do produto: 640 g



Filha mais nova da família Brontë, Anne era irmã de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes, e de Charlotte Brontë, autora de Jane Eyre — livros clássicos e reeditados até hoje. Anne Brontë (1820-1849) desafia as convenções sociais do século XIX neste romance, A senhora de Wildfell Hall. A protagonista da obra quebra os paradigmas de seu tempo como uma mulher forte e independente, que passa a comandar a própria vida. Ao chegar à propriedade de Wildfell Hall, a Sra. Helen Graham gera especulação e comentários por parte dos vizinhos. O jovem fazendeiro Gilbert Markham, por sua vez, desperta um grande interesse pela moça e, aos poucos, vai criando uma amizade com ela e com seu filho. Porém, os segredos do passado da suposta viúva e seu comportamento arredio impedem que o sentimento nutrido pelos dois se concretize, fazendo com que Gilbert tenha dúvidas sobre a conduta da moça. Quando a Sra. Graham permite que ele leia seu diário a fim de esclarecer os fantasmas do passado, o rapaz compreende os tormentos enfrentados por aquela mulher e as razões de suas atitudes. Ela narra sua história até então, desde a relação com um marido alcoólatra e de conduta abominável até a decisão de abandonar tudo em nome da proteção do filho.



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A senhora de Wildfell Hall é um romance epistolar escrito por Anne Brontë sob o pseudônimo de Acton Bell, publicado em 1848. O romance recebeu duras críticas por conta da descrição de suas personagens femininas, sempre mulheres com opiniões fortes e atitudes muito progressistas para a época. É considerado o primeiro romance feminista.




"Meu propósito ao escrever as páginas seguintes não foi apenas divertir o leitor; tampouco satisfazer meu próprio gosto ou ganhar as boas graças da imprensa ou do público: meu desejo era relatar a verdade, pois a verdade sempre comunica sua própria moral para quem é capaz de absorvê-la. Mas, como esse tesouro precioso com frequência se esconde no fundo de um poço, é preciso coragem para mergulhar em busca dele, principalmente porque é provável que quem o fizer vá despertar mais desdém e desaprovação pela lama e água onde ousou se misturar do que gratidão pela joia que obteve; pe possível comparar isso com a situação de uma mulher que se prontifica a limpar os aposentos de um homem solteiro e descuidado, ouvindo mais reclamações pela poeira que levantou do que elogios pela limpeza que fez.".



Houve bastante especulação, na época, sobre a autoria do romance, ao que respondeu Anne:




"Irei interpretar essa dedução como um elogio à boa delineação de meus personagens femininos; e, embora não possa deixar de atribuir boa parte da severidade de meus censores a essa suspeita, não farei esforços para refutá-la, pois, para mim, se o livro é bom, o sexo de seu autor não é significativo."



Mas vamos à história.


Gilbert Markham é um jovem apaixonado que escreve cartas ao amigo Halford, contando a história de Helen Graham, uma mulher misteriosa que se muda para a mansão abandonada Wildfell Hall com seu filho Arthur e sua criada Rachel, vivendo reclusa e despertando curiosidade na vizinhança por conta de suas fortes opiniões e todo mistério que a cerca. Todos acreditam que Helen é uma viúva solitária, mas sua forte amizade com Lawrence causa um falatório na comunidade, que a julga vulgar para os padrões da época. Gilbert insiste em cortejar a jovem, que se esquiva de suas intenções e resolve lhe contar sua história, entregando-lhe seu diário que contém relatos sobre o relacionamento abusivo que sofreu por seu marido, o odiável Arthur Huntingdon .


Desta forma, temos duas vozes no romance: a de Gilbert, que escreve cartas a Halford confessando seus sentimentos e contando a história de Helen sob seu ponto de vista, e a voz de Helen por meio de seu diário que começou a ser escrito cinco anos antes.


Gostei muito da forma como as personagens femininas são retratadas, mas confesso que não consegui sentir empatia por Helen. Não estou dizendo que ela mereceu os abusos que sofreu, longe disto, mas a personagem é irritantemente enfadonha, uma fanática religiosa rabugenta que não causa grande empatia no leitor. Gilbert, por sua vez, é inocente e muito bondoso, mas seu orgulho e covardia chegam a irritar. Contudo, são dois personagens perfeitamente verossímeis, e aí está a perspicácia da autora, em trazer um retrato tão fiel da sociedade da época que se comunica facilmente com nossos dias atuais.


O que mais mexeu comigo, sem dúvida, foi o relato minucioso sobre a personalidade de Arthur Huntingdon, um narcisista perverso que, após conquistar o coração de Helen e levá-la ao altar, passa a maltratá-la, desprezá-la e torturá-la com seus vícios e sua crueldade, levando-a à depressão e ao desespero, ao ponto de fugir com seu filho para protegê-lo dos abusos do pai. É, sem dúvida, uma figura detestável que merecia um destino muito pior ao que Anne lhe deu.


A história é muito interessante sob o ponto de vista dos relatos sobre a vida cotidiana, das relações íntimas e familiares, o que nos prende facilmente, mas aconselho a não ler com pressa porque é riquíssima em detalhes e merece um verdadeiro mergulho e toda a atenção do leitor.


Pegue um chá, sente-se confortavelmente e aprecia a vista. Boa viagem!

Laranja Mecânica, Anthony Burgess


  • Formato: eBook Kindle

  • Tamanho do arquivo: 1639 KB

  • Número de páginas: 226 páginas

  • Editora: Editora Aleph (16 de setembro de 2015)

  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda

  • Idioma: Português

  • ASIN: B015EE5D6M


Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge grandes proporções e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário. Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século 20. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, o livro é uma obra marcante que atravessou décadas e se mantém atual.

Alex, Pete, Georgie e Tosko são quatro nadsats druguis ociosos que compõem uma shaika que gosta de sair a noite para dratar com ultraviolência. Eles invadem domi, estupram devotchka, batem em ded, krastam denji, usam drencrom e pitam seu moloko  como se fosse nada demais. Alex é o mais violento e também o líder nada querido por seus druguis. Certa noite, eles invadem uma domi e Alex ubivata uma estica, sendo traído por seus druguis, que o deixam ser pego pela miliquinha. Alex é, então, um pleni, e se habilita para ser cobaia de uma novo método de recuperação de prestupnik chamado Ludovico, que consta em receber medicação e ser obrigado a smotar vídeos de ultraviolência, tendo suas pálpebras pregadas de forma que não consiga sequer pikpiscar seu glazi ou mover sua mosga. Um método por associação em que toda vez que Alex sente vontade de delinquir, sente-se imediatamente bolnói, o que o impede de agir voluntariamente e o faz passar por situações que colocam sua vida em risco. 💊


Dizer que eu gostei do livro seria muito pouco perto da experiência de leitura  indescritível que eu tive. Já havia assistido ao filme, mas o livro te leva a outro nível. 💊


E se você não poneou muito bem o que escrevi é porque precisa realmente passar por essa experiência. Leia o prefácio com as notas do tradutor e vença a curiosidade de ler pelo Glossário Nadsat que acompanha a obra porque o autor espera que você mergulhe nessa leitura e sinta toda a complexidade e estranhamento ao se deparar com as reflexões quase ininteligíveis do universo adolescente de Alex. 💊


Então,  o que é que vai ser, hein? 💊


Boa viagem!

5º período de Letras UFF/CEDERJ

Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpre...