quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Cenas Londrinas, Virgínia Woolf.


  • Capa comum: 96 páginas

  • Editora: José Olympio (8 de maio de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8503013126

  • ISBN-13: 978-8503013123

  • Dimensões do produto: 21 x 14 x 0,5 cm

  • Peso do produto: 141 g



Um retrato da década de 1930 em Londres — e uma aula sobre como explorar a consciência da modernidade.
Cenas londrinas compila seis crônicas nas quais Virginia Woolf confirma sua paixão por sua cidade natal. Virginia faz um retrato da década de 1930 ao observar o encanto da moderna Londres. Ao se deslocar para a perspectiva tanto de grandes homens quanto de cidadãos comuns, a autora oferece uma visão original, clara e atraente do movimento orgânico das ruas.
Inicialmente publicado com cinco narrativas – produzidas entre 1931 e 1932 –, a este volume se soma a crônica descoberta na biblioteca da Universidade de Sussex, em 2005. É como se Virginia estivesse conduzindo o leitor por um passeio, começa nas docas de Londres, depois migra para o tumultuado comércio ambulante da Oxford Street, prossegue com um curioso giro por endereços de grandes homens – em busca de escritores ilustres. Há a contemplação das catedrais de St. Paul e de Westminster, e a visita à casa de Keats, em Hampstead. Por fim, o olhar se fixa na figura típica da mulher de classe média inglesa, para Ivo Barroso, “a visão de um microcosmo representativo de toda uma nacionalidade”.


 

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Nesta coletânea de crônicas da escritora inglesa Virgínia Woolf temos  seis crônicas escritas entre os anos de 1931 e 1932, sendo que a última só foi descoberta posteriormente e  acrescentada em 2005.


Nestas crônicas fazemos um verdadeiro passeio guiado por Londres, no qual a escritora nos fala sobre o comércio, sobre a arquitetura, as paisagens, dos artistas e suas artes, da política, da religião, da vida cotidiana dos moradores daquela cidade de modo geral.

Seja passeando pelo porto, pelas casas dos "ricos", ou por igrejas, Virgínia pontua sobre o presente com um toque de nostalgia, apontando a vida moderna como reflexo da evolução da cidade.

Apesar de ser um livro curtinho, ele nos traz um panorama completo sobre a vida em Londres, não apenas do ponto de vista do observador, mas dos nativos daquela cidade, pois com sua narrativa ela deixa transbordar a essência londrina que carrega em suas veias.

Um leitura rápida, prazerosa e muito rica, que com certeza nos levará a conhecer um pouco da cultura londrina com o plus de desfrutar de uma excelente escrita.

PREÇO ACESSÍVEL 5/5



A HISTÓRIA PRENDE O LEITOR 4/5



CULTURA DE MUNDO PROPORCIONADA 5/5



A LINGUAGEM É DE FÁCIL ENTENDIMENTO 5/5


 

 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O diário do diabo, Robert K. Wittman e David Kinney.


  • Capa comum: 462 páginas

  • Editora: Record (10 de março de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8501087203

  • ISBN-13: 978-8501087201

  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 3 cm

  • Peso do produto: 540 g



Alfred Rosenberg foi uma figura importante no círculo íntimo de Adolf Hitler: sua obra sobre a filosofia racista se tornou um best-seller nacional e um dos pilares da ideologia nazista. Declarado culpado e executado durante os julgamentos de Nuremberg, Rosenberg mantinha um diário, peça-chave para desvendar a mente por trás de tantos crimes, que desapareceu de forma misteriosa e percorreu o mundo até ser encontrado, depois de uma busca de dez anos, pelo agente do FBI Robert K. Wittman.
Com base nos registros de Rosenberg sobre sua participação no confisco de obras de arte e na brutal ocupação da União Soviética, suas conversas com Hitler, sua eterna rivalidade com Göring, Goebbels e Himmler, O diário do diabo revela as engrenagens do regime nazista – e a mente do homem cuja visão extremista deu origem à “Solução Final”.



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O diário do diabo é um livro que traz trechos do diário escrito durante muitos anos por Alfred Rosemberg, que foi um dos mais importantes ideologistas do nazismo e também cofundador do partido nazista. Esse foi encontrado no final da segunda guerra mundial  mas se perdeu em 1949, ficando sumido durante algumas décadas, até que Robert Wittman conseguiu encontrá-lo, com sua experiência em recuperação de artefatos históricos, bem como consultor do FBI, e, assim, teve uma pista do diário em 2001, levando-o ao documento uma década depois.


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Alfred Rosemberg foi o principal consultor de Hitler e quem fomentou o antissemitismo com ideias sobre a tal "conspiração judaica mundial por trás da Revolução Russa", o que, inclusive, culminou na invasão dos alemães na Rússia em 1941.


Rosemberg escreveu "O mito do século XX", um livro que vendeu mais de um milhão de cópias e foi a "bíblia" do nazismo, junto com Mein Kampf, Do Hitler, apesar da crítica especializada da época o julgar confuso e pouco objetivo porque juntava um conjunto de falsas crenças não comprovadas de antigos filósofos e teóricos, com suas próprias crenças políticas. Ou seja, Rosemberg criava e recriava teorias fundamentadas em falsas premissas para balizar suas crenças conspiratórias.


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Eu tive altas expectativas com o livro, que não foram atendidas. Acreditei que encontraria o diário na íntegra, e isso não aconteceu. O que temos é um relato minucioso sobre as buscas ao diário, o que é uma parte muito interessante do livro, com relatos esparsos e confusos sobre toda a trajetória do nazismo, num zigue-zague pouco produtivo que mais confunde do que ajuda o leitor. O diário, na verdade, é utilizado no livro como fonte para a narrativa dos fatos, para comprovação da ideologia nazista e como norteador dos acontecimentos.


Portanto, para quem busca uma leitura completa do diário de Rosemberg, essa não é uma leitura recomendada, mas para quem busca entender a ideologia nazista e como o partido foi criado, eis aqui um material interessante.


Minha avaliação pessoal do livro:


A HISTÓRIA PRENDE O LEITOR      3/5




A LINGUAGEM É DE FÁCIL ENTENDIMENTO 5/5



PREÇO ACESSÍVEL 4/5



CULTURA DE MUNDO PROPORCIONADA 5/5

5º período de Letras UFF/CEDERJ

Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpre...