quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O Sorriso da Hiena, Gustavo Ávila.


  • Capa comum: 266 páginas

  • Editora: Verus (5 de junho de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8576865947

  • ISBN-13: 978-8576865940


É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem? Uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos.

Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana.
Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no desenvolvimento delas. Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos?
Em O sorriso da hiena, o leitor ficará fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade.

Fizemos um diário de leitura em live no Instagram para este livro, vocês lembram? Eu amei a experiência porque não estou acostumada com esse tipo de história e tudo me surpreendeu. Foi uma leitura eletrizante uma verdadeira viagem!

A caracterização das personagens é perfeita, traz uma humanidade e um senso de realidade tão fortes que conseguimos ter sentimentos ambíguos por quase todos os envolvidos na trama. A história é complexa e ao mesmo tempo muito fácil de assimilar porque o autor tem uma escrita fluída, clara e detalhista, sem perder a velocidade.


Não curti muito quando uma das personagens, que é policial, vai até a casa do David sozinha. Acho que um policial não cometeria esse erro aqui no mundo real, e essa foi a única passagem que me tirou da imersão da leitura. 

De resto amei cada detalhe! A história é genial, o retrato das cenas cinematográficas que ainda estão claras e muitos vivas na minha memória, mesmo após quase três meses da leitura, me fizeram eleger este como um dos livros favoritos de 2017.

Dez contos escolhidos, Eça de Queirós.

Detalhes do produto




  • Capa comum: 256 páginas

  • Editora: José Olympio (15 de maio de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8503013142

  • ISBN-13: 978-8503013147




Antologia reúne contos consagrados e algumas narrativas menos conhecidas no Brasil
Esta bela seleção de contos do grande Eça de Queirós compõe um panorama dos temas característicos da obra do grande autor português. Seja pela crítica direta aos costumes de sua época ou pela alegoria de situações que mudam com a sociedade, Eça escreveu sobre o comportamento humano, do qual era arguto observador. Sempre em linguagem leve e direta, usando das sutilezas como tempero; o principal eram os personagens e suas histórias. Um talento que o projetou como o mestre do romance português moderno e que também pode ser conferido por meio dos seus contos.



Esse livro contém dez contos de Eça de Queirós e é uma maneira deliciosa de conhecer um pouco da cultura de Portugal e, também, de degustar um pouquinho da obra desse grande escritor.


Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Eça exerceu o jornalismo, a advocacia e função administrativa nas cidades de Évora, Leiria e Lisboa. Depois de aprovado para a carreira diplomática, foi nomeado para servir em Havana, Bristol e Paris. Ao longo desse tempo de trabalho profissional para prover o sustento da família, ele produziu a sua obra literária, iniciada no tempo de estudante.


Amava profundamente a sua pátria e, por isso mesmo, não deixava de criticá-la lançando sua ironia sobre vários aspectos da sociedade portuguesa na tentativa de reformá-la, o que podemos observar em todas as fases de sua carreira de escritor que, ora criticava ferrenhamente a pátria, ora se reconciliava com ela.


A família é um tema muito recorrente em Eça de Queirós, o que se explica se observarmos que no século XIX a ideia de progresso tinha a família como a base de sustentação da sociedade capitalista burguesa que almejava o desenvolvimento demográfico. Assim, podemos observar na obra do autor que a sociedade da época delimitava os papéis do homem e da mulher na sociedade: a ele caberia o espaço público do trabalho e da produção de riqueza; a ela, o espaço privado do lar e a missão sagrada de educar as crianças para a construção da pátria.


Suas histórias são apegadas ao território nacional, sempre ambientadas em cidades e no meio rural, para enaltecer ou para lamentar a pátria, e nesses contos reunidos encontramos aquilo que marca profundamente o trabalho do autor: um forte comprometimento com a identidade cultural de Portugal que, naquela época, vivia a passagem de reino a república, que somente foi proclamada em 1910.

A casa das sete mulheres, Leticia Wierzchowski


  • Capa comum: 462 páginas

  • Editora: Bertrand (29 de maio de 2017)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 8528622045

  • ISBN-13: 978-8528622041

  • Dimensões do produto: 22,6 x 15,2 x 3,2 cm

  • Peso de envio: 581 g



Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) — uma luta dos latifundiários rio-grandenses contra o Império brasileiro —, o líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito, com o propósito de protegê-las. A guerra que se esperava curta começou a se prolongar. E a vida daquelas sete mulheres confinadas na solidão do pampa começou a se transformar. O que não está nos livros de história sobre a mais longa guerra civil do continente está neste livro de Leticia Wierzchowski, um exercício totalizador sobre a violência da guerra e sua influência maléfica sobre o destino de homens e de mulheres.



Bento Gonçalves é um revolucionário que luta por direitos e liberdade. Ao deixar sua casa para liderar a Guerra dos Farrapos, decide enviar sua mulher, seus filhos, sua irmã e suas sobrinhas para a casa de sua outra irmã, onde estarão longe dos conflitos e protegidos do perigo. Contudo, a guerra se estende e a família tem muitas perdas, e aquelas mulheres sofrem de uma enorme solidão que atinge cada uma de maneira peculiar.


Ninguém sai imune, todas sofrem as consequências da revolução, mesmo que distantes: uma enlouquece, outra é abandonada, uma sofre a perda dos filhos, outra se entrega a um amor proibido. Temos várias histórias narradas sob dois pontos de vista: um narrador onisciente e uma das personagens que escreve todas as suas dores em um diário.


Assim vamos descortinando a história e vivenciando todas as dores e sofrimentos dessas sete mulheres incríveis que, decerto, traduzem e dão uma amostra ao leitor das consequências da Guerra nas famílias envolvidas.


Um romance que tem como pano de fundo a Guerra Farroupilha e apresenta personagens históricos como Bento Gonçalves e o casal Anita e Giuseppe Garibaldi. Assim a história é desenvolvida, e o leitor fica em dúvida sobre o que de fato aconteceu e o que é imaginação da autora. A trama é tão bem construída e detalhada que nos confunde sobre a realidade e a ficção, e nos traz uma curiosidade crescente sobre os fatos históricos que marcaram essa parte da nossa História.


Eu gostei muito da leitura fluida, detalhista e muito envolvente da autora. Logo darei início aos outros dois volumes que trazem a continuação da saga e postarei a resenha aqui para vocês: Um farol no Pampa e Travessia.

5º período de Letras UFF/CEDERJ

Olá, leitores! Como estão? Eu sumi, pra variar, e mudei de "casa". Voltei para o Blogger por motivos de não me adaptar ao Wordpre...