segunda-feira, 26 de junho de 2017

A cor púrpura, Alice Walker.

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  • Formato: eBook Kindle

  • Tamanho do arquivo: 1408 KB

  • Número de páginas: 282 páginas

  • Editora: José Olympio (7 de março de 2016)

  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda

  • Idioma: Português

  • ASIN: B01CO0F8VY


Sinopse da Editora



*O livro teve uma adaptação para o cinema, filme dirigido por Steven Spielberg, com Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey e Danny Glover no elenco.

Um dos mais importantes títulos de toda a história da literatura, inspiração para a aclamada obra cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra do sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido.
Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra extremamente atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gênero, etnia e classes sociais.




Mas eu num sei como brigar. Tudo queu sei fazer é cuntinuar viva.



A história se passa entre os anos de 1900 e 1940 nos EUA, o que não é claramente apontado no texto, porque é contada através de cartas que inicialmente Celie escreve para Deus. Ela é uma mulher pobre, negra, explorada e abusada, solitária e semi analfabeta que não tem com quem se abrir. Portanto, as cartas são curtinhas e em linguagem "caipira" de uma mulher negra que vive todas as dores do preconceito racial, do machismo e da misoginia. E Celie parece que nasceu no corpo errado, na cidade errada, no país errado, na família errada. Ou seja, tudo está invertido na vida dessa pobre mulher negra submissa e muito sofrida.




E se você pergunta por que você é preto ou é um homem ou uma mulher ou uma moita isso num quer dizer nada se você num pergunta por que é que você tá aqui, pronto.


Celie foi abusada sexualmente por seu pai e, aos quatorze anos, teve dois filhos desse abuso e que foram separados dela ainda bebês. Ela também ficou estéril por conta disso e foi praticamente vendida pelo seu pai a um homem muito mais velho que ela e que a espancava, abusava e explorava fisicamente em trabalhos exaustivos, e se viu separada da única pessoa que amava e com quem poderia, contar, sua irmã Nettie, que viaja para a África como missionária na esperança de uma vida melhor.



Quanto mais eu adimiro as coisa, ele falou, mais eu amo.

E as pessoas, eu aposto, começam a amar você de volta, eu falei.


A vida de Celie começa a mudar quando seu marido leva a amante para dentro de casa, para se recuperar de uma doença. Inicialmente, Shug Avery, uma cantora de blues bonita, cobiçada, independente e muito bem resolvida com sua sexualidade, despreza Celie e também se aproveita de sua fragilidade, mas ao ver o quanto ela é dedicada e boa para com qualquer pessoa que cruze seu caminho, mesmo que essa pessoa seja a amante de seu marido, ela inicia uma verdadeira revolução na vida de Celie, mostrando a ela seu valor como pessoa, pois Celie até então havia sido tratada pior que um animal.



Mas no fundo do meu coração eu me importava com Deus. O que ele ia pensar. E acabei discrobrindo que ele num pensa. Só fica sentado lá na glória de ser Deus, eu acho, Mas num é fácil tentar fazer as coisa sem Deus. Mesmo se você sabe que ele num tá lá, tentar fazer sem ele é duro.


O livro tem um ritmo gostoso, no qual podemos acompanhar a evolução, aprendizado e inúmeras descobertas da Celie e, apesar de ser um romance de correspondência, traz muitas subtramas com desfechos emocionantes e que não cansam o leitor.




[caption id="attachment_4549" align="aligncenter" width="400"]alicewalkerforweb2 Alice Malsenior Walker é uma escritora estado-unidense e ativista feminista.[/caption]


2 comentários:

  1. Fiquei com vontade de ler, porque já ouvi falar super bem do filme.
    Lembrei de 'O Sol é Para Todos' com sua resenha. Já leu?

    Beijoca

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  2. Oi Chris! Boa resenha. Li esse livro para o clube de leitura Leia Mulheres Niterói-RJ e adorei! Aproveito para te agradecer por estar disponibilizando seu material de Letras aqui. Sou formada em Letras já, mas é muito bom dar uma relembrada na matéria. Beijos Andréia www.mardevariedade.com

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